Arteris amplia monitoramento para proteger equipes nas rodovias

Centros de segurança acompanham frentes de trabalho e realizaram mais de 2,5 mil intervenções preventivas desde 2024

Redação

A Arteris utiliza quatro Centros de Controle e Segurança Operacional (CCSOs) para acompanhar atividades de trabalhadores próprios e terceirizados nas rodovias administradas pelo grupo. A empresa administra mais de 2,6 mil quilômetros de rodovias em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná.

Desde 2024, os CCSOs realizaram mais de 2,5 mil intervenções preventivas, incluindo correções de sinalização, verificação do uso de equipamentos de proteção e orientações às equipes em campo.

Criado em 2023, o modelo acrescentou profissionais de Segurança do Trabalho ao monitoramento operacional das concessionárias. As equipes acompanham, por câmeras, frentes de obras, conservação, manutenção e atendimento aos usuários. Ao identificar riscos ou descumprimento de procedimentos, acionam os trabalhadores para corrigir a situação.

Segundo a empresa, o indicador de conformidade com os protocolos de segurança passou de 70%, em 2024, para 89%, em 2026, avanço de 19 pontos percentuais.

“Se uma câmera identifica um desvio de sinalização ou um comportamento de risco, conseguimos orientar a equipe imediatamente para que a correção seja feita sem demora”, afirma Marcos Carneiro, superintendente de Segurança do Trabalho da Arteris.

Proteção nas frentes de serviço

Entre as medidas adotadas está o posicionamento de veículos operacionais antes das frentes de trabalho, em distâncias e ângulos definidos para formar uma barreira adicional contra invasões por veículos que circulam nas rodovias.

A companhia também utiliza mecanização e robôs em serviços de poda e manutenção para reduzir a exposição dos profissionais próximos às pistas. Na frota de inspeção, câmeras e sensores identificam sinais de fadiga ou distração dos condutores e enviam alertas aos centros de controle.

A Arteris informou ter registrado 30 ocorrências envolvendo invasões de áreas de trabalho em 2022 e três no primeiro semestre de 2026. Embora a empresa apresente os números como uma redução de 90%, a comparação reúne um ano completo e um período de seis meses.

Segundo a concessionária, há mais de um ano não são registrados acidentes com lesão permanente ou morte envolvendo profissionais que atuam diretamente nos trechos administrados pelo grupo.

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