O BNDES e o Ministério dos Transportes assinaram contrato para estruturar projetos de concessão de 3.137 quilômetros de rodovias federais nas regiões Norte e Nordeste. O acordo abrange cinco trechos e prevê a conclusão dos projetos até o fim de 2030. A assinatura ocorreu em 14 de outubro, no Rio de Janeiro.
O contrato inicia a preparação dos projetos para futura transferência da operação à iniciativa privada. Não representa a concessão das rodovias nem o início das obras. Segundo o Ministério dos Transportes, a parceria contempla estudos de viabilidade para os corredores selecionados.
Conforme a relação divulgada pelo banco, serão estudados 775 quilômetros da BR-153, 678 quilômetros da BR-010, 717 quilômetros da BR-226, 473 quilômetros da BR-116 e 494 quilômetros da BR-104.
Escoamento da produção
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a seleção resulta de uma avaliação da malha federal realizada com o ministério desde 2025. Foram priorizadas ligações relevantes para a integração rodoviária, especialmente em regiões de expansão da produção agrícola.
“O objetivo é levar investimentos a regiões que, apesar do crescimento econômico, apresentam déficit de investimentos em infraestrutura”, afirmou Mercadante.
A orientação coloca o escoamento de cargas entre os critérios para a preparação das concessões. O anúncio, porém, não apresenta estimativas de investimentos, intervenções por trecho ou datas de leilão.
Pedágio e conectividade
O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que a estruturação deverá considerar soluções para reduzir o custo do pedágio e implementar internet 5G ao longo das rodovias. O comunicado não detalha os mecanismos tarifários nem o cronograma de implantação da conectividade.
Santoro também citou a política de sustentabilidade da pasta, criada em 2024, que prevê recursos para transição energética e resiliência. As obrigações específicas das futuras concessionárias dependerão do desenvolvimento dos projetos.
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