A Allog ampliou a liderança entre os intermediários de transporte marítimo (OTIs) nas exportações brasileiras de contêineres no primeiro semestre de 2026. A empresa movimentou 41,4 mil TEUs de janeiro a julho, alta de 47,2% sobre os 28,1 mil TEUs registrados no mesmo período de 2025. O crescimento ocorreu em um mercado que movimentou 586,5 mil TEUs no período, 7,5% acima do volume de um ano antes.
Os dados fazem parte do ranking dos 50 principais Ocean Transportation Intermediaries (OTIs) elaborado pela consultoria Datamar, com base em diferentes fontes coletadas e ajustadas pela equipe de Business Intelligence da empresa. Por essa razão, os volumes podem apresentar diferenças em relação aos registrados no DataLiner.
A segunda posição no ranking brasileiro de exportações ficou com a ES Logistics, que movimentou 32,9 mil TEUs, crescimento de 6,1%. A Kuehne & Nagel aparece em terceiro, com 28,2 mil TEUs, queda de 11,5% na comparação anual.
A diferença entre as três primeiras posições aumentou ao longo do período. A Allog acrescentou 13,3 mil TEUs ao volume movimentado em relação a 2025, enquanto a ES Logistics teve acréscimo de 1,9 mil TEUs. Já a Kuehne & Nagel perdeu 3,7 mil TEUs.
Na sequência, Amtrans e DSV apresentaram crescimento acima da média do mercado. A Amtrans movimentou 20,6 mil TEUs, alta de 29,8%, enquanto a DSV chegou a 19,9 mil TEUs, avanço de 39,8%. DHL e DC Logistics Brasil também cresceram, 16,6% e 5,4%, respectivamente.
Entre as dez primeiras colocadas, os maiores avanços percentuais foram registrados pela CSA do Brasil, que quase dobrou o volume, passando de 5,5 mil para 10,6 mil TEUs, alta de 93,8%. A empresa ficou na nona posição. A Asia Shipping, oitava colocada, cresceu 21,3%, para 12 mil TEUs.
Redução significativa de volumes
Fora do grupo das dez maiores, o levantamento mostra movimentos ainda mais acentuados. A Scan Global Logistics aumentou em 126,2% os embarques, para 6,2 mil TEUs, enquanto a Maersk avançou 92,2%, para 8 mil TEUs.
A DP World passou de 272 TEUs para 5 mil TEUs, crescimento de 1.735,3%. Nova Era Consultoria Aduaneira e LogX também registraram altas expressivas, de 1.019,9% e 433%, respectivamente. Nesses casos, entretanto, os percentuais elevados refletem uma base de comparação relativamente pequena.
A lista também mostra empresas com redução significativa dos volumes. A Interglobo caiu 32,6%, para 5,6 mil TEUs; a Geodis Wilson recuou 28,4%, para 5,2 mil; e a Savino Del Bene teve queda de 49%, para 2,6 mil TEUs. A J.C. Assessoria, por sua vez, caiu 24,2%, para 7,8 mil TEUs.
Mesmo com o crescimento do mercado, o grupo classificado pela Datamar como “outros” caiu 9,1%, de 207,2 mil para 188,4 mil TEUs. A categoria ainda responde por 32,1% do total das exportações brasileiras listadas no levantamento.
Importações têm expansão mais forte
O movimento é diferente nas importações brasileiras. Os 50 OTIs relacionados pela Datamar movimentaram 1,388 milhão de TEUs entre janeiro e julho, alta de 15,8% sobre os 1,199 milhão de TEUs registrados no mesmo período de 2025.
A Asia Shipping liderou com ampla vantagem, com 135,6 mil TEUs, crescimento de 9,1%. A CTS Global Logistics Brasil apareceu em segundo, com 45,8 mil TEUs, contra apenas 627 TEUs no mesmo período do ano passado. O crescimento percentual de 7.208,9% reflete, portanto, uma base de comparação muito baixa.
A Kuehne & Nagel ficou em terceiro, praticamente estável, com 44,3 mil TEUs e alta de 0,1%. ES Logistics e DSV completaram as cinco primeiras posições. A primeira cresceu 36,3%, para 42,3 mil TEUs, enquanto a segunda caiu 7,7%, para 42,1 mil TEUs.
Outro destaque foi a Scan Global Logistics, que passou de 15,4 mil para 36,3 mil TEUs, alta de 135%. CEVA Logistics cresceu 65,4%, para 24,3 mil TEUs, enquanto Maersk avançou 24%, para 11,2 mil TEUs.
O comportamento das importações também se diferencia pela participação dos grandes operadores. A categoria “outros” respondeu por 34,8% do total, com 482,4 mil TEUs, alta de 12,2% sobre 2025.
Argentina tem cenário mais fragmentado
Na Argentina, o volume movimentado pelos 50 principais OTIs nas exportações somou 70,8 mil TEUs, queda de 4,6% sobre os 74,3 mil TEUs do mesmo período de 2025.
A Transcargo manteve a primeira posição, com 3,3 mil TEUs, apesar da redução de 5,2%. A Ruca Logistics ficou em segundo, praticamente estável, com 2,9 mil TEUs. A terceira colocada, A&S Logistics, teve crescimento de 92,2%, chegando a 2,6 mil TEUs.
A Kuehne & Nagel aparece em quarto lugar, com 2,6 mil TEUs, alta de 41,6%, enquanto a Global Rover ocupou a quinta posição, com 2,3 mil TEUs, avanço de 11,8%.
O ranking argentino também registra movimentos fortes entre empresas de menor base. A ATL Cargo cresceu 240,1%, para 1,7 mil TEUs, enquanto a Project Cargo avançou 87,2%, para 1,9 mil TEUs.
Nas importações argentinas, o mercado apresentou retração ainda maior. Os 50 OTIs movimentaram 233,3 mil TEUs, queda de 7,7% sobre os 252,7 mil TEUs de janeiro a julho de 2025.
A Locksley Logística liderou, com 14,5 mil TEUs, mas teve queda de 31,7%. Yusen Logistics ficou em segundo, com 11,6 mil TEUs, alta de 10,1%, enquanto Kuehne & Nagel recuou 13,5%, para 11,2 mil TEUs.
A Blu Logistics apresentou uma das maiores retrações entre os principais operadores, de 63,6%, passando de 12,9 mil para 4,7 mil TEUs.
Paraguai e Uruguai
No mercado formado por Paraguai e Uruguai, o comportamento foi diferente do argentino. As exportações movimentadas pelos principais OTIs chegaram a 20 mil TEUs, alta de 31,3%.
A Kuehne & Nagel liderou com 4 mil TEUs, crescimento de 7,8% e participação de 20% do mercado. Cargopack ficou em segundo, com 1,5 mil TEUs, contra apenas 81 TEUs um ano antes. FCL Paraguay ocupou a quarta posição, com 1,2 mil TEUs e alta de 2.186,5%.
Nas importações, o volume também cresceu. O mercado chegou a 96 mil TEUs, e a PlusCargo liderou com 6,7 mil TEUs, alta de 6,9%. HB Logística ficou em segundo, com 6,1 mil TEUs e crescimento de 33,5%, seguida por Navicon, com 5,9 mil TEUs.
A Rhenus Logistics apresentou uma das maiores expansões entre os principais operadores, passando de 440 TEUs para 2,7 mil TEUs, alta de 519%. MSL Corporate cresceu 41,3%, enquanto Craft avançou 34,9%.
Os números mostram, portanto, comportamentos distintos nos mercados da região. No Brasil, o crescimento das exportações foi acompanhado por forte expansão de alguns OTIs, enquanto as importações avançaram em ritmo ainda maior. Na Argentina, os dois fluxos recuaram, e em Paraguai e Uruguai houve crescimento tanto nas exportações quanto nas importações.
Os 10 maiores intermediários de transporte marítimo
| Posição | Empresa | Jan-jul/2026 (TEUs) | Jan-jul/2025 (TEUs) | Variação |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Allog Transportes Internacionais | 41.408 | 28.124 | +47,2% |
| 2 | ES Logistics | 32.857 | 30.966 | +6,1% |
| 3 | Kuehne & Nagel | 28.186 | 31.866 | -11,5% |
| 4 | Amtrans | 20.645 | 15.903 | +29,8% |
| 5 | DSV | 19.879 | 14.218 | +39,8% |
| 6 | DHL | 15.054 | 12.907 | +16,6% |
| 7 | DC Logistics Brasil | 13.529 | 12.833 | +5,4% |
| 8 | Asia Shipping | 12.024 | 9.913 | +21,3% |
| 9 | CSA do Brasil | 10.622 | 5.482 | +93,8% |
| 10 | CSS | 10.316 | 9.302 | +10,9% |
Fonte: Datamar.
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