Produção local de pneus ganha peso com pressão de custos e importações

Continental soma 136 milhões de unidades na Bahia e reforça papel da indústria nacional na cadeia automotiva

Redação

A pressão por custos logísticos, câmbio e competição com produtos importados tem levado fabricantes de pneus a reforçar a produção local no Brasil. Nesse contexto, a unidade da Continental em Camaçari (BA) atingiu a marca de 136 milhões de pneus produzidos desde 2006, consolidando-se como base relevante de abastecimento para montadoras e mercado de reposição.

Nos últimos dez anos, a empresa investiu cerca de R$ 1,2 bilhão na planta, em um movimento voltado à manutenção de competitividade em um segmento pressionado por margens e pela necessidade de ganhos contínuos de eficiência produtiva.

A produção local atende fabricantes como General Motors, Volkswagen, Renault, Honda, Fiat e Mercedes-Benz, em um ambiente em que a regularidade de fornecimento e a proximidade com as montadoras voltam a ganhar importância diante de oscilações na cadeia global.

Indústria sob pressão

O setor de pneus no Brasil enfrenta um cenário de maior concorrência com importados e volatilidade de custos, especialmente em insumos e energia. A produção regional tem sido utilizada como estratégia para reduzir exposição cambial e encurtar prazos logísticos.

“A unidade de produção é um ativo fundamental para o nosso negócio na região. Ao fabricar pneus premium localmente, garantimos um fornecimento confiável para o mercado brasileiro ao mesmo tempo em que fortalecemos o emprego local”, afirma Rodrigo Bonilha, vice-presidente América do Sul para Continental Pneus.

A busca por competitividade tem levado a investimentos em eficiência energética e modernização industrial. Em 2025, a planta reduziu em 10,4 GWh seu consumo de energia, o equivalente a cerca de 5% do total anual, com medidas como atualização de processos e melhoria de equipamentos.

Com cerca de 2 mil funcionários, a unidade opera como um dos principais polos industriais da companhia na América do Sul, em um momento em que a indústria automotiva busca maior previsibilidade de fornecimento.

Escala e competitividade

Apesar dos investimentos, o ambiente segue desafiador. A manutenção da produção local depende de escala, produtividade e capacidade de competir com fornecedores externos, especialmente em segmentos mais sensíveis a preço.

A indústria de pneus tende a manter o movimento de ajuste de capacidade e foco em eficiência, com impacto direto na cadeia de transporte e reposição, que depende da regularidade no fornecimento e da estabilidade de custos.

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