O mercado de caminhões usados manteve ritmo de crescimento em março, mesmo diante de um ambiente econômico desafiador, marcado por juros elevados e cautela nas decisões de investimento. Dados da Fenauto, que representa as associações de revendedores, mostram que o segmento de comerciais pesados — que inclui caminhões — registrou alta de 27,1% nas vendas em março na comparação com fevereiro, somando 39.942 unidades.
Na comparação com março de 2025, o avanço foi de 17,3%, indicando continuidade da demanda no mercado secundário. O desempenho também supera o ritmo médio do setor de veículos usados, que cresceu 22,8% no mesmo período.
No acumulado do primeiro trimestre, foram comercializados 100.384 caminhões usados, alta de 14,9% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. O resultado reforça a resiliência do segmento, que tem se beneficiado da migração de transportadores para ativos de menor custo, diante das restrições de crédito e do encarecimento dos veículos novos.
Entre os modelos mais vendidos, o Volvo FH lidera o ranking de março, com 3.021 unidades e participação de 7,56%. Na sequência aparecem o Ford Cargo, com 2.536 unidades (6,35%), e o Mercedes-Benz Axor, com 1.574 unidades (3,94%). Também figuram entre os mais negociados o Ford F-4000 (1.525 unidades), Mercedes-Benz Atego (1.437), Mercedes-Benz 1113 (1.176), Volvo VM (933), Mercedes-Benz 1620 (922), Mercedes-Benz Actros (844) e Mercedes-Benz 710 (835).
A presença de modelos consagrados e, em muitos casos, mais antigos no ranking reforça a busca por veículos de menor custo de aquisição e manutenção, estratégia adotada por transportadores em um cenário de crédito restrito.
Demanda resiliente
Segundo a Fenauto, o mercado de usados como um todo segue sustentado por uma demanda resiliente, apesar do ambiente macroeconômico. “O setor tem demonstrado uma resiliência muito grande, apesar das condições da economia e outros fatores. No entanto, temos uma confiança cautelosa para os resultados deste ano”, afirma o presidente da entidade, Everton Fernandes.
A entidade ressalta que fatores como o calendário eleitoral e eventos como a Copa do Mundo podem gerar oscilações ao longo do ano, mas a expectativa é de manutenção do bom desempenho, caso o ritmo observado no primeiro trimestre se sustente.
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