O avanço da produção agrícola no ciclo 2025/26 volta a pressionar a capacidade de armazenagem no país, especialmente em regiões produtoras e áreas próximas aos portos, onde se concentram os fluxos de exportação.
Com limitações estruturais ainda persistentes, operadores e embarcadores têm recorrido a soluções de rápida implantação para evitar a concentração de cargas em períodos críticos e reduzir custos logísticos.
Nesse movimento, estruturas modulares de armazenagem vêm sendo adotadas para ampliar capacidade de forma mais ágil, permitindo ajustar a operação aos picos de safra e distribuir melhor o fluxo ao longo do ano.
É nesse ambiente que a Tópico tem expandido sua presença no agronegócio, que já responde por cerca de 30% da base instalada da companhia. As estruturas são utilizadas para armazenagem de fertilizantes, açúcar, café e outros insumos, além de apoio a operações industriais e logísticas.
Armazenagem próxima ao porto
O avanço da demanda por armazenagem está diretamente ligado ao crescimento das importações de fertilizantes e à expansão da produção agrícola. Segundo a companhia, a procura por soluções voltadas a essa cadeia tem avançado em torno de 15% ao ano.
Atualmente, cerca de 70% das estruturas destinadas a fertilizantes estão posicionadas em portos e áreas retroportuárias, refletindo a necessidade de dar suporte ao fluxo de importação e exportação. A proximidade com os terminais reduz tempos de operação e contribui para maior fluidez no escoamento das cargas.
De acordo com o diretor comercial e de marketing da empresa, Sergio Gallucci, a armazenagem flexível tem permitido maior controle sobre o ritmo de saída da produção. “As estruturas possibilitam estocar a carga de forma estratégica, evitando o escoamento imediato em momentos de menor eficiência logística”, afirmou.
Uma das vantagens das estruturas modulares é o tempo de implantação. Os galpões podem ser montados em menos de 30 dias e adaptados a diferentes tipos de terreno, o que viabiliza sua instalação tanto em áreas produtivas quanto em centros logísticos e regiões portuárias.
Para atender a demandas emergenciais, a companhia mantém entre 150 mil e 200 mil m² de estruturas disponíveis para pronta instalação. Os contratos de locação, que podem chegar a até 10 anos, refletem a tendência de uso dessas soluções não apenas como resposta pontual, mas como parte da estratégia logística de longo prazo das empresas.
Para ampliar a capacidade de atendimento, a empresa investiu cerca de R$ 50 milhões em 2025, com foco na expansão da base instalada e na modernização operacional. Para 2026, a estratégia é manter o ritmo de investimentos, acompanhando a evolução da demanda do agronegócio.
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