Boom de data centers eleva exigência logística; Libraport amplia operação

Operação em Campinas acompanha avanço de IA e nuvem e eleva exigência sobre transporte e armazenagem de equipamentos críticos

Redação

A Libraport movimentou mais de 1,6 mil racks de data centers entre 2025 e o início de 2026, em uma operação concentrada em Campinas, refletindo a mudança no perfil da carga logística no país.

Foram 1.182 unidades em 2025 e outras 459 nos primeiros meses deste ano. O avanço acompanha a expansão da infraestrutura digital, que cresce acima de 20% ao ano e deve atrair investimentos globais superiores a US$ 6 trilhões até 2030, impulsionados por inteligência artificial e computação em nuvem. 

Logística deixa de ser padrão

Diferentemente de cargas tradicionais, racks de data centers exigem transporte e armazenagem com controle rigoroso de temperatura, estabilidade e segurança. A operação envolve ativos de alto valor agregado e risco elevado, o que impõe protocolos específicos e reduz margem para falhas.

“A operação de data centers começa muito antes da ativação dos equipamentos. Ela depende de uma cadeia logística altamente preparada”, afirmou Bruno Barbosa, diretor-presidente da Libraport.

Estrutura dedicada

A empresa estruturou, em 2025, uma operação específica para esse tipo de carga, com área de 10 mil m², mais de 14 mil posições-palete e 20 docas, além de controle ambiental e monitoramento contínuo. 

O movimento ocorre em paralelo a uma estratégia mais ampla da companhia, que passou por rebranding recente e vem reposicionando sua atuação em cargas de maior valor agregado e maior complexidade operacional. 

Campinas: eixo logístico digital

A concentração da operação no interior paulista não é isolada. Regiões como Campinas e Jundiaí vêm se consolidando como polos de recebimento e distribuição de equipamentos para data centers, beneficiadas pela proximidade de aeroportos e pela conexão com os principais corredores rodoviários. 

Esse movimento acompanha a expansão da infraestrutura digital no Brasil, que já concentra um dos maiores pipelines de data centers da América Latina, com novos projetos em desenvolvimento e forte demanda por capacidade instalada. 

O avanço desse tipo de carga tende a alterar a dinâmica da logística no país, pressionando operadores por maior especialização, controle operacional e integração com cadeias tecnológicas.

Na prática, a disputa deixa de ser apenas por capacidade e passa a envolver nível de serviço, confiabilidade e capacidade de operar cargas críticas — um movimento que deve ganhar escala com a expansão dos investimentos em tecnologia.

A Libraport movimentou mais de 1,6 mil racks de data centers entre 2025 e o início de 2026, em uma operação baseada em Campinas. O volume reflete o avanço de projetos ligados a inteligência artificial e computação em nuvem, que vêm alterando o perfil da carga movimentada no país.

Foram 1.182 unidades em 2025 e outras 459 nos primeiros meses deste ano. Diferentemente de cargas convencionais, racks de data centers exigem transporte e armazenagem com controle rigoroso de temperatura, estabilidade e segurança, o que eleva a complexidade operacional.

Operação dedicada

Para atender essa demanda, a empresa estruturou uma área específica para cargas sensíveis, com 10 mil m², mais de 14 mil posições-palete e 20 docas. A operação inclui monitoramento contínuo e protocolos para manuseio de equipamentos de alto valor.

“A operação de data centers começa muito antes da ativação dos equipamentos. Ela depende de uma cadeia logística altamente preparada”, afirmou Bruno Barbosa, diretor-presidente da Libraport.

A concentração dessas operações no interior paulista acompanha o avanço de investimentos em infraestrutura digital e a formação de polos tecnológicos próximos a aeroportos e corredores rodoviários.

O aumento da demanda por equipamentos de alta criticidade tende a pressionar operadores logísticos por maior especialização, com impacto direto em custos, processos e exigências técnicas.

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