Conheça o novo ministro de portos e aeroportos

Governo evita ruptura e aposta em gestão técnica para sustentar projetos em andamento

Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou a troca no comando do Ministério de Portos e Aeroportos, com a saída de Silvio Costa Filho e a nomeação de Tomé Franca. A substituição atende à legislação eleitoral e mantém a estratégia de continuidade na agenda de investimentos logísticos.

“Tomei como decisão não colocar ministro novo. Temos uma máquina funcionando e nenhum ministério vai começar tudo outra vez”, afirmou Lula.

Com mais de 20 anos de experiência na administração pública, Franca vinha atuando como secretário-executivo da pasta e já ocupou cargos como secretário nacional de Aviação Civil. Formado em direito e mestre em gestão pública, tem trajetória nas áreas de infraestrutura urbana, turismo e saneamento.

A escolha reforça o caráter técnico da gestão e a continuidade de projetos em andamento, em um momento de aceleração de concessões e investimentos considerados estratégicos para a logística e o escoamento da produção no país.

Agenda de leilões e expansão logística

O planejamento da pasta para 2026 prevê a realização de 21 leilões aeroportuários, incluindo o Aeroporto de Brasília, além da segunda etapa do programa AmpliAR, voltado à aviação regional.

No setor portuário, estão previstos 15 leilões de terminais, com foco em atrair investimentos privados e ampliar a capacidade operacional em complexos estratégicos como Santos (SP) e Paranaguá (PR). Entre os projetos prioritários, o novo ministro também deverá acompanhar o início das obras do túnel Santos–Guarujá, estimado em mais de R$ 6,8 bilhões.

Hidrovias e multimodalidade

A agenda inclui ainda concessões inéditas no modal aquaviário, como as hidrovias do Paraguai, Madeira e Tocantins, além da chamada Hidrovia Verde. Estão previstas obras de dragagem, derrocamento e ampliação de terminais fluviais para reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade do transporte.

Segundo Tomé Franca, a integração entre modais será um dos eixos da gestão. “O Brasil continuará avançando na integração modal, e nosso foco é fazer com que os diferentes meios de transporte conversem entre si. Isso passa por mais investimentos públicos e privados em infraestrutura e tecnologia”, afirmou.

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