O Aeroporto Internacional de Florianópolis iniciou a substituição de veículos a combustão por modelos elétricos nas operações de pátio, em movimento voltado à eficiência operacional e à redução de emissões. Ao todo, nove equipamentos da Fever passaram a integrar a frota utilizada no atendimento de aeronaves, transporte de bagagens e movimentação de cargas.
A decisão foi precedida por cerca de dois anos de estudos e testes operacionais, que avaliaram viabilidade técnica, desempenho e impactos econômicos. Os novos veículos substituem tratores movidos a combustíveis fósseis, com expectativa de ganhos relevantes em custo e desempenho.
Redução de custos e emissões
Cada equipamento elétrico deve operar cerca de 50 mil quilômetros por ano. A estimativa é evitar aproximadamente 60 toneladas de CO₂ por veículo ao longo de cinco anos — o equivalente a mais de 500 toneladas considerando toda a frota.
No aspecto econômico, a mudança também apresenta ganho expressivo. Enquanto o custo de operação e manutenção de um veículo a diesel pode chegar a cerca de R$ 270 mil em cinco anos, os modelos elétricos têm custo estimado de R$ 120 mil no mesmo período. A economia média é de R$ 150 mil por unidade, podendo superar R$ 1,3 milhão no total da frota.
“A modernização da frota está alinhada às exigências ambientais e à busca por maior eficiência operacional, com redução de custos de combustível e manutenção”, afirma Ronaldo da Silva Rodrigues, gerente operacional da RP-AATA no aeroporto.
A implementação exigiu adequações na infraestrutura de recarga, além do treinamento das equipes responsáveis pela operação dos veículos. Segundo o aeroporto, os operadores foram capacitados para utilização e manutenção dos novos equipamentos.
A escolha da fornecedora considerou fatores como suporte técnico, agilidade no atendimento e proximidade operacional, aspectos críticos para operações contínuas no ambiente aeroportuário.
Para Nelson Füchter Filho, fundador da Fever, a adoção de veículos elétricos em operações aeroportuárias tende a avançar com a pressão por eficiência e sustentabilidade. “Os aeroportos são ambientes onde eficiência operacional e responsabilidade ambiental precisam caminhar juntas”, afirma.
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