O financiamento de caminhões somou 18.875 unidades em fevereiro, alta de 10,2% na comparação com janeiro, segundo dados da B3 analisados pela Agência Transporte Moderno. O resultado indica uma reação do crédito após o início mais fraco de 2026.
Apesar da melhora no mês, o financiamento de caminhões segue em queda no ano. Na comparação com fevereiro de 2025, houve retração de 7,7%, quando foram financiadas 20.456 unidades.
No acumulado do primeiro bimestre, o setor registra 36.006 caminhões financiados, recuo de 5,3% em relação ao mesmo período do ano passado, mostrando que a recuperação ainda é insuficiente para reverter a perda de ritmo.
Caminhões novos e usados
O avanço de fevereiro foi puxado pelos caminhões novos, que cresceram 48,1% sobre janeiro, passando de 5.216 para 7.727 unidades financiadas. Mesmo assim, na comparação anual, o segmento ainda recua 18,6%, refletindo a menor demanda por veículos zero-quilômetro.
Por outro lado, os caminhões usados somaram 11.148 unidades, queda de 6,4% no mês, mas com leve alta de 1,6% na comparação anual. O segmento segue dominante no financiamento, concentrando a maior parte das operações.
Modalidades de financiamento
O Crédito Direto ao Consumidor (CDC) continua sendo a principal modalidade no financiamento de caminhões, com 15.441 unidades em fevereiro, avanço frente a janeiro. Os consórcios atingiram 2.644 unidades, mantendo crescimento gradual e ganhando espaço como alternativa ao crédito tradicional.
Já o leasing recuou para 88 unidades, enquanto a reserva de domínio caiu para 326 unidades, após desempenho mais forte no início do ano.
Queda nas vendas pressiona crédito
A evolução do financiamento de caminhões ocorre em um cenário mais fraco para o mercado de veículos novos. Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foram licenciados 6.611 caminhões em fevereiro, alta de 3,73% sobre janeiro, mas queda de 24,15% na comparação com o mesmo mês de 2025.
No acumulado do bimestre, os emplacamentos somam 12.984 unidades, retração de 27,25% frente ao ano passado.
De acordo com o presidente da entidade, Arcelio Alceu dos Santos Junior, o segmento de caminhões é mais sensível ao custo do crédito. “O ambiente de juros elevados segue limitando a tomada de financiamento”, afirma.
Segundo a B3, com juros ainda elevados e transportadores mais cautelosos, o financiamento de caminhões deve seguir pressionado nos próximos meses. A recuperação observada em fevereiro é vista como pontual, e o desempenho do crédito continuará dependente da melhora das condições macroeconômicas.
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