O roubo de cargas no Brasil somou 8.570 ocorrências em 2025, queda de 16,7% em relação ao ano anterior, segundo levantamento da NTC&Logística. Apesar da redução, o impacto financeiro segue relevante, com perdas diretas próximas de R$ 900 milhões — podendo ultrapassar R$ 1 bilhão ao considerar custos indiretos como seguros e operação.
O cenário mantém elevada a pressão por investimentos em equipamentos de segurança embarcados, como sistemas de rastreamento, telemetria, bloqueadores remotos e monitoramento em tempo real, cada vez mais integrados às operações logísticas.
Mitigação de riscos
A concentração geográfica do crime segue elevada. A região Sudeste respondeu por 86,8% das ocorrências, com destaque para Rio de Janeiro e São Paulo. Paralelamente, o perfil das quadrilhas evoluiu, com maior uso de inteligência e foco em cargas de alta liquidez, como alimentos, combustíveis, medicamentos e eletrônicos.
Esse ambiente tem acelerado a adoção de soluções tecnológicas capazes de ampliar a visibilidade das operações e reduzir a exposição a riscos, sobretudo em corredores logísticos e áreas urbanas.
“O crime vem se tornando cada vez mais sofisticado. As organizações criminosas atuam de forma estruturada e com inteligência, o que exige do setor e das autoridades uma resposta igualmente integrada, com uso de tecnologia, informação e cooperação contínua”, afirma Roberto Mira, vice-presidente extraordinário de Segurança da NTC&Logística.
Desafios: Integração e combate à receptação
Para Eduardo Rebuzzi, presidente da NTC&Logística, a redução das ocorrências reflete avanços institucionais, mas não elimina a necessidade de ações estruturadas. “A redução registrada ao longo dos últimos anos demonstra que o trabalho conjunto entre setor produtivo e poder público tem gerado resultados. Um dos pontos centrais para reduzir o roubo de cargas é o combate à receptação, que sustenta economicamente esse tipo de crime”, afirma.
Segundo ele, a sanção da Lei nº 15.358/2026 representa um avanço ao fortalecer mecanismos de investigação e punição. Ainda assim, o executivo ressalta que o problema segue demandando integração entre sistemas de segurança pública e maior compartilhamento de dados.
Com impacto direto na competitividade do transporte rodoviário, o roubo de cargas continua a influenciar decisões operacionais e tecnológicas das empresas, consolidando a segurança embarcada como componente estratégico da logística no país.
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