A Eve Air Mobility realizou um voo demonstrativo de seu veículo elétrico de decolagem e pouso vertical (eVTOL) em Gavião Peixoto (SP), marcando mais uma etapa no desenvolvimento do chamado “carro voador”. O teste foi acompanhado por representantes do governo federal e pelo BNDES, que financia o projeto.
Em comunicado, o banco informou que já aprovou R$ 1,2 bilhão em apoio à empresa desde 2023, incluindo crédito e participação acionária via BNDESPar. Parte dos recursos será destinada à implantação da unidade de produção em Taubaté (SP).
Avanço técnico
O eVTOL da Eve tem capacidade para quatro passageiros e um piloto, alcance de até 100 quilômetros e propulsão elétrica com oito motores dedicados à decolagem vertical e um para voo horizontal. O programa de testes segue ao longo de 2026, com foco na transição para o voo de cruzeiro e na certificação junto à Agência Nacional de Aviação Civil, além de autoridades internacionais.
“Acompanhamos hoje o voo teste de um marco da engenharia brasileira, que reforça a capacidade do país de inovar e competir em setores de alta tecnologia”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
Escala industrial
A expectativa é que a aeronave entre em operação comercial até 2027, com capacidade de produção de até 480 unidades por ano. Segundo a empresa, o modelo já acumula mais de 2,9 mil pedidos de reserva, de clientes em 13 países, com potencial de receita estimado em US$ 14,5 bilhões.
O projeto integra a estratégia de mobilidade aérea urbana e busca posicionar o Brasil em um mercado emergente de transporte elétrico de curta distância, com foco em redução de emissões e novos modelos de deslocamento urbano.
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