Os preços dos combustíveis subiram de forma generalizada no Brasil em março, com destaque para o diesel S-10, que avançou 20,9% na média nacional na terceira semana do mês frente ao fim de fevereiro. Os dados são do Monitor de Preços da Veloe, com apoio da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.
O preço médio do diesel S-10 passou de R$ 6,18 para R$ 7,47 por litro no período. Nas capitais, a alta foi de 16,4%, com o valor chegando a R$ 7,24. A gasolina subiu 6,1% e o etanol teve avanço mais moderado, de 1,7%.
A alta ocorre em meio à valorização do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent acumulou aumento de 40,6% em cerca de um mês, influenciado pelas tensões no Oriente Médio, o que impacta diretamente os custos de importação de combustíveis.
No caso do diesel, o efeito é mais intenso devido à dependência de importações para atender à demanda doméstica, o que torna o preço mais sensível às oscilações externas.
Impacto direto na logística
O aumento do diesel tem efeito imediato sobre o custo do transporte rodoviário de cargas, principal modal logístico do país. A elevação tende a pressionar o valor dos fretes e impactar cadeias produtivas, especialmente em setores com grande dependência de transporte de longa distância.
A variação regional reflete diferenças logísticas e de abastecimento. Estados mais distantes de refinarias e portos registraram altas mais expressivas, como Tocantins (+29,7%), Bahia (+29,1%) e Goiás (+28,9%). Nessas regiões, o custo do frete rodoviário ao longo da cadeia de distribuição amplia o repasse ao consumidor.
Além da logística, fatores como nível de estoques, concorrência local e variações de demanda também influenciam o ritmo de reajustes. A atuação de refinarias privadas, com maior flexibilidade de preços, contribui para diferenças regionais mais acentuadas.
O cenário reforça a sensibilidade da cadeia logística brasileira às oscilações do mercado internacional de energia, com impacto direto sobre custos operacionais e preços ao longo da economia.
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