Banco Mercedes-Benz libera R$ 6,7 bi ao transporte

Crédito avança mesmo com juros altos e sustenta renovação de frota

Redação

O Banco Mercedes-Benz do Brasil registrou R$ 6,77 bilhões em novos negócios em 2025, crescimento de 13,8% sobre o ano anterior, mesmo em um ambiente de juros elevados. Em comunicado, a instituição atribui o resultado à expansão das linhas de crédito voltadas ao transporte e à integração com a rede de concessionários.

O Crédito Direto ao Consumidor (CDC) foi o principal motor de crescimento, com avanço de 18,8%, totalizando R$ 4,067 bilhões em financiamentos. No segmento de ônibus, o volume cresceu 19,1%, alcançando R$ 1,241 bilhão, impulsionado por programas públicos de mobilidade e renovação de frota.

Já o financiamento de vans avançou 32,3%, refletindo a expansão do comércio eletrônico e da logística urbana. O segmento de caminhões manteve estabilidade, com R$ 3,047 bilhões financiados, em linha com 2024, em um cenário de maior cautela dos transportadores.

“Os resultados reforçam a relevância do Banco Mercedes-Benz no financiamento do transporte no país”, afirma Leonardo Piccinini, presidente e CEO da instituição.

A demanda por financiamento segue sustentada pela importância do transporte rodoviário na logística nacional. Mesmo com o custo do crédito elevado, operadores mantêm investimentos em segmentos ligados à distribuição urbana e mobilidade, onde a renovação de frota é mais sensível à eficiência operacional.

Diversificação e novos produtos

Além do crédito, a Mercedes-Benz Corretora de Seguros registrou R$ 224,5 milhões em prêmios, alta de 20%. A empresa também ampliou a atuação em locação de veículos, acompanhando a tendência de modelos mais flexíveis no setor.

O banco iniciou 2026 com adesão a programas públicos de financiamento, como o Move Brasil, e mantém participação em linhas voltadas à descarbonização, incluindo o Finame Baixo Carbono.

Rating reforça posição financeira

Em março de 2026, a instituição recebeu classificação máxima AAA da Moody’s Local Brasil, indicando baixo risco de crédito e reforçando a capacidade de ampliar a oferta de financiamento ao setor.

O desempenho reflete a resiliência do crédito voltado ao transporte, em um contexto de juros elevados e demanda ainda sustentada por segmentos estratégicos da logística.

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