A VLI encerrou 2025 com avanço relevante na movimentação de grãos e farelos, principal segmento atendido pela companhia. O volume transportado pelas ferrovias atingiu 23 milhões de toneladas úteis, alta de 16% na comparação anual. Nos portos sob sua operação, os embarques somaram 15,4 milhões de toneladas, crescimento de 14%.
O desempenho acompanha a expansão da safra brasileira e reforça o papel da logística integrada na competitividade do agronegócio. Com atuação baseada na conexão entre ferrovias, terminais e portos, a companhia tem ampliado a eficiência no escoamento da produção, sobretudo a partir do Centro-Oeste, principal fronteira agrícola do país.
“Os recordes demonstram a confiança no nosso modelo operacional e na integração dos corredores logísticos, que conectam regiões produtoras aos portos com eficiência e segurança”, afirma Carolina Hernandez, diretora Comercial da VLI.
Corredores estruturam escoamento da produção
A estratégia operacional da companhia está ancorada em três principais corredores logísticos, que concentram o fluxo de grãos e farelos e integram diferentes malhas ferroviárias e portos.
O Corredor Sudeste conecta o Centro-Oeste à Baixada Santista, com base na Ferrovia Centro-Atlântica, principal eixo ferroviário da companhia. Já o Corredor Leste liga o Triângulo Mineiro aos portos capixabas, combinando a FCA com a Estrada de Ferro Vitória a Minas.
No Norte, o escoamento ocorre por meio da integração entre a Ferrovia Norte-Sul, a Estrada de Ferro Carajás e terminais intermodais, conectando áreas produtoras do Centro-Norte aos portos do Maranhão. Esse corredor tem ganhado relevância com a consolidação do chamado “Arco Norte”, tendência já observada no setor logístico brasileiro.
Diversificação de cargas
No consolidado de 2025, a VLI movimentou 43,5 bilhões de TKU em seus corredores ferroviários, avanço de 4% sobre o ano anterior. Nos portos, o volume total embarcado atingiu 43,9 milhões de toneladas, alta de 2%.
Além do agronegócio, a companhia atende cadeias como mineração, siderurgia, indústria e construção civil, o que contribui para diluir riscos e sustentar crescimento mesmo em cenários de volatilidade de commodities.
Resultado financeiro
Os indicadores financeiros reforçam a trajetória de crescimento com rentabilidade. A empresa registrou receita líquida de R$ 9,95 bilhões e Ebitda de R$ 5,26 bilhões em 2025, com margem de 52,9%, a maior já alcançada pela companhia. O lucro líquido foi de R$ 1,4 bilhão, alta de 5,3% na comparação anual.
O desempenho foi influenciado, entre outros fatores, por iniciativas de gestão de capital, incluindo o refinanciamento de dívidas, que contribuíram para a redução das despesas financeiras.
A companhia manteve também um nível elevado de investimentos. Pelo segundo ano consecutivo, foram aplicados cerca de R$ 3,5 bilhões em ativos próprios e nas concessões sob sua gestão — montante equivalente a 35% da receita líquida e 2,5 vezes o lucro líquido do período.
Na prática, esses aportes têm sido direcionados à ampliação de capacidade, modernização da frota e aumento da eficiência operacional, em linha com a estratégia de longo prazo do setor ferroviário brasileiro, que busca maior participação na matriz de transportes e redução de emissões no escoamento de cargas.
Logística integrada
O avanço da movimentação de grãos também está associado à busca por soluções logísticas de menor impacto ambiental. A ferrovia, principal ativo da companhia, apresenta menor intensidade de emissões em comparação ao transporte rodoviário, aspecto cada vez mais relevante para embarcadores, especialmente no agronegócio exportador.
O avanço do transporte ferroviário no Brasil tem sido consistente, embora ainda limitado em participação na matriz logística. Atualmente responsável por cerca de 20% a 23% do volume de cargas transportadas, o modal vem ampliando sua relevância impulsionado sobretudo pelo agronegócio e pela mineração.
O transporte ferroviário de cargas no Brasil manteve trajetória de crescimento em 2025, sustentado pela expansão do agronegócio e da mineração. Após atingir mais de 540 milhões de toneladas úteis em 2024 — maior volume em cerca de duas décadas — o setor deve encerrar 2025 em patamar semelhante ou ligeiramente superior, segundo estimativas de mercado.
Apesar do avanço, a participação do modal na matriz logística permanece estável, na faixa de 20% a 23%, evidenciando que o crescimento ainda ocorre mais por ganho de eficiência e escala nos corredores existentes do que por expansão da malha ou aumento de capilaridade.
O desempenho reforça o papel da ferrovia como vetor de eficiência em fluxos de longa distância e alto volume, mas também evidencia os limites estruturais para uma mudança mais acelerada na matriz de transportes, ainda fortemente dependente do modal rodoviário.
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