A ZF Friedrichshafen AG reportou melhora operacional em 2025, com avanço da margem e forte geração de caixa, apesar de um ambiente de mercado desafiador. A receita totalizou € 38,8 bilhões, com crescimento orgânico de 0,6%, enquanto o EBIT ajustado atingiu € 1,7 bilhão, elevando a margem para 4,5% (ante 3,5% em 2024).
O fluxo de caixa livre ajustado somou € 1,4 bilhão, acima das projeções, e a companhia reduziu a dívida líquida para € 10,2 bilhões, com corte de cerca de € 250 milhões no ano.
“Operacionalmente, ultrapassamos as metas de 2025. O desempenho e a rentabilidade têm prioridade sobre as vendas”, afirma Mathias Miedreich, CEO da ZF.
Reestruturação e foco em rentabilidade
Como parte do reposicionamento estratégico, a empresa encerrou antecipadamente projetos de mobilidade elétrica considerados não rentáveis, o que gerou impacto contábil negativo de cerca de € 2,1 bilhões no resultado líquido. Segundo a companhia, a medida amplia a flexibilidade para novos investimentos.
A ZF também avançou na venda da unidade de sistemas ADAS para a Harman, por € 1,5 bilhão, reforçando a estratégia de desalavancagem.
“Reduzir nossos passivos financeiros continua sendo prioridade. Cada euro economizado em juros amplia nossa capacidade de investimento”, afirma Michael Frick, CFO da ZF.
Ajustes operacionais e investimentos
Os investimentos em P&D somaram € 3,3 bilhões (8,6% da receita), enquanto o capex foi de € 1,8 bilhão. A empresa também reduziu o quadro global em cerca de 5%, para 153 mil funcionários, dentro do plano de reestruturação.
Para 2026, a ZF projeta receita acima de € 38 bilhões, margem EBIT entre 4% e 5% e fluxo de caixa superior a € 1 bilhão, em um cenário ainda marcado por demanda moderada, especialmente no segmento de veículos comerciais.
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