O sistema de pedágio eletrônico Free Flow começou a operar em fevereiro em trechos das rodovias BR-163, BR-277 e PR-280, no sudoeste do Paraná, sob concessão da EPR Iguaçu. A tecnologia, já adotada em mercados europeus, começa a ganhar escala no Brasil e tende a impactar diretamente a operação do transporte rodoviário de cargas.
Segundo o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Estado do Paraná (Setcepar), o sistema contribui para reduzir congestionamentos e aumentar a previsibilidade das viagens em corredores logísticos estratégicos.
Ganhos operacionais e redução de custos
A eliminação de paradas em pedágios reduz o tempo de deslocamento e permite maior estabilidade na velocidade média dos veículos, fator relevante para o planejamento logístico. “O sistema elimina interrupções no fluxo e melhora a previsibilidade das operações, com impacto direto no aproveitamento da frota”, afirma Silvio Kasnodzei, presidente do Setcepar.
Além da fluidez, o modelo traz efeitos diretos sobre custos. A redução de frenagens e retomadas de velocidade diminui o consumo de combustível e o desgaste de componentes como freios e pneus, itens relevantes na estrutura de custos das transportadoras.
“Quando o veículo mantém fluxo contínuo, reduz consumo de combustível, emissões e desgaste mecânico. Isso melhora a eficiência e contribui para um transporte mais sustentável”, diz Kasnodzei.
Novo modelo de cobrança
Outro ponto destacado pelo setor é a cobrança proporcional ao trecho efetivamente percorrido, o que tende a tornar o sistema mais equilibrado ao longo do tempo.
A expectativa é que, com a expansão do Free Flow para outras rodovias, o modelo contribua para maior racionalidade nos custos logísticos e modernização da infraestrutura rodoviária. No curto prazo, o setor avalia que o sistema ainda exige adaptação dos usuários, mas vê potencial de consolidação como padrão no país.
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