A possível revisão da escala de trabalho 6×1 voltou ao debate no Congresso e acendeu alerta no transporte rodoviário de cargas. Na região de Londrina (PR), o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Paraná (Setcepar) avalia que mudanças na jornada podem ampliar gargalos operacionais, pressionar custos e agravar a escassez de mão de obra.
Segundo dados apresentados pela Confederação Nacional do Transporte, mais de 65% das transportadoras e 53% das empresas de transporte urbano já relatam falta de motoristas.
Escassez de mão de obra
Na avaliação de Silvio Kasnodzei, presidente do SETCEPAR Londrina, a mudança pode exigir reestruturação das escalas e aumento de equipes em um cenário já restrito. “O transporte de cargas funciona em um sistema que exige continuidade e previsibilidade. Hoje já enfrentamos escassez de motoristas. Alterações sem considerar essa realidade podem elevar custos e reduzir a capacidade de atendimento”, afirma.
Levantamento da NTC&Logística reforça o quadro: cerca de 88% das transportadoras têm dificuldade para contratar motoristas, o que gera ociosidade de frota e limita a operação.
Reflexo direto no frete e na cadeia produtiva
O sindicato aponta que eventuais mudanças na jornada tendem a impactar toda a cadeia logística. “Quando o custo da operação aumenta, há impacto no valor do frete, que acaba sendo repassado ao longo da cadeia, afetando prazos e preços”, diz Kasnodzei. A entidade defende que o debate avance com base técnica e participação do setor produtivo, para evitar efeitos sobre a competitividade e a eficiência da logística brasileira.
Fique por dentro de todas as novidades do setor de transporte de carga e logística:
Siga o canal da Transporte Moderno no WhatsApp
Acompanhe nossas redes sociais: LinkedIn, Instagram e Facebook
Inscreva-se no canal do Videocast Transporte Moderno



