O cenário da greve de caminhoneiros mudou significativamente nas últimas horas. O que era considerado um “equilíbrio tenso” evoluiu para uma mobilização confirmada por lideranças importantes do setor, com risco de paralisação classificado como muito alto, especialmente nesta quarta-feira (18) e amanhã (19).
Conforme já noticiado pela Agência Transporte Moderno, uma assembleia realizada nesta terça-feira (16) no Porto de Santos, com representantes de São Paulo, Paraná e Goiás, aprovou a mobilização. Wallace Landim, conhecido como Chorão, líder da Abrava, afirmou que a paralisação oficial deve começar na quinta-feira (19/03), mas grupos independentes e sindicatos de Santa Catarina, como o de Navegantes, já sinalizam adesão a partir de hoje, quarta-feira.
O movimento adotou o lema “Rodas Paradas, Pistas Livres”, orientando os motoristas a não bloquearem rodovias, evitando multas e repressão judicial. A recomendação é permanecer em casa ou estacionar em postos de combustível. O foco é 100% econômico: os caminhoneiros alegam que o diesel subiu quase 19% desde fevereiro e que o aumento de R$ 0,38 pela Petrobras anulou os benefícios dos subsídios do governo.
Desta vez, a mobilização se apresenta mais unificada em torno da pauta de custos. A Abrava, com Wallace Landim como principal porta-voz, critica a eficácia das medidas do governo, afirmando que o desconto de PIS/Cofins não chegou à bomba. O Sindicam-Santos, forte no fluxo de contêineres, já aprovou a paralisação, e a CNTTL mudou o tom e agora declara apoio à greve devido à “alta abusiva” do diesel.
Governo admite que risco é alto
O Palácio do Planalto admitiu que o risco de greve é real e monitora grupos de WhatsApp ligados aos caminhoneiros. Em um movimento raro, a Petrobras cancelou leilões de diesel e gasolina nesta terça-feira, avaliando o cenário geopolítico, marcado pela guerra entre EUA, Israel e Irã, que empurrou o petróleo acima de US$ 100. No mercado financeiro, o Ibovespa recuou e o dólar subiu, refletindo o temor de desabastecimento e aumento da inflação.
O movimento saiu da fase de boato para a fase de preparação operacional. O risco de atrasos em portos e entregas é considerado real, principalmente no Eixo Sul-Sudeste, o que pode afetar a cadeia logística e o abastecimento de diversos setores.
Fique por dentro de todas as novidades do setor de transporte de carga e logística:
Siga o canal da Transporte Moderno no WhatsApp
Acompanhe nossas redes sociais: LinkedIn, Instagram e Facebook
Inscreva-se no canal do Videocast Transporte Moderno



