Produção de petróleo no Oriente Médio pode cair até 70% com crise geopolítica; entenda

A queda é impulsionada por ataques a infraestrutura, riscos operacionais e o quase colapso do principal corredor de exportação da região, o Estreito de Ormuz

Aline Feltrin

O Oriente Médio, a principal região petrolífera do mundo, enfrenta uma crise sem precedentes, com mais de 60% da produção pré‑conflito suspensa. Segundo análise da consultoria Rystad Energy, à qual a Agência Transporte Moderno teve acesso, no pior cenário a produção regional poderia cair para 6 milhões de barris por dia70% abaixo dos níveis anteriores à crise. Esse impacto seria histórico para a oferta global de energia.

A queda é impulsionada por ataques a infraestrutura, riscos operacionais e o quase colapso do principal corredor de exportação da região, o Estreito de Ormuz — pelo qual cerca de 20% a 25% do petróleo mundial é transportado diariamente.

Produção em forte retração

A produção da região (excluindo o Irã) despencou de 21 milhões para 14 milhões de barris por dia em pouco mais de uma semana — queda de cerca de 33%. Uma parte significativa dessa produção depende de oleodutos estratégicos, como o ADCOP nos Emirados Árabes Unidos e o East‑West na Arábia Saudita, ambos já atacados no contexto do conflito.

Além da quantidade, a ausência de tipos de petróleo como Arab Heavy e Arab Medium — fundamentais para refinarias asiáticas complexas — agrava o cenário, forçando ajustes de logística e aumento de custos para importadores.

Consequências para o mercado global

A combinação de produção reduzida, desvio de rotas e interrupção do principal corredor de exportação está pressionando preços do petróleo e elevando a volatilidade nos mercados de energia. Analistas alertam que, se a situação persistir por semanas, o impacto poderá reverberar não apenas nos preços, mas também na logística global de combustíveis e nas cadeias de abastecimento de petroquímicos.

Enquanto isso, produtores do Golfo — como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos — estão acelerando o uso de oleodutos alternativos para desviar parte de seus fluxos a fim de manter exportações, mas isso ainda não compensa totalmente a perda de capacidade via mar.

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