Importadores de pneus destinaram corretamente 384.391 toneladas de pneus inservíveis no Brasil em 2025, segundo dados do Relatório Pneumáticos 2025, divulgado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O volume atende às exigências da política nacional de logística reversa, que obriga fabricantes e importadores a garantir a coleta e a destinação adequada dos pneus ao final da vida útil.
A obrigação está prevista na Resolução Conama nº 416/2009, que estabelece que a quantidade recolhida deve ser proporcional ao volume de pneus colocado no mercado.
De acordo com o Ibama, os pneus recolhidos foram encaminhados para diferentes tecnologias de reaproveitamento, como coprocessamento em fornos da indústria do cimento, laminação para produção de artefatos de borracha, granulação com recuperação de aço e borracha e pirólise, processo que permite gerar óleo, aço e negro de fumo.
Para Ricardo Alípio, presidente executivo da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Pneus (ABIDIP), os números confirmam o cumprimento das exigências ambientais pelo setor.
“A logística reversa de pneus é uma obrigação legal e os importadores que atuam no mercado brasileiro cumprem essa responsabilidade. Os números do Ibama demonstram que o setor participa ativamente da destinação ambientalmente adequada dos pneus ao final de sua vida útil”, afirma.
Segundo a entidade, a logística reversa de pneus envolve uma cadeia integrada de coleta, transporte, processamento e destinação final, com participação de operadores logísticos e empresas recicladoras.
Entre as iniciativas que apoiam essa estrutura está o programa Brasil Rodando Limpo, coordenado pela Associação Brasileira de Empresas de Reciclagem de Pneus Inservíveis (ABRERPI). A iniciativa reúne 14 recicladoras que atuam em 20 estados e processam cerca de 180 mil toneladas de pneus por ano, com operações em mais de 135 municípios.
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