A Embraer projeta crescimento em 2026, com aumento nas entregas de aeronaves e avanço nos resultados financeiros. Para 2026, a companhia estima entregar entre 80 e 85 aeronaves na aviação comercial. Já na aviação executiva, as entregas devem ficar entre 160 e 170 jatos, o que representa crescimento de cerca de 6% em ambos os segmentos, considerando o ponto médio das projeções.
Do ponto de vista financeiro, a empresa projeta receita entre US$ 8,2 bilhões e US$ 8,5 bilhões em 2026 — cerca de 10% acima do resultado registrado no ano anterior. A margem EBIT ajustada deve ficar entre 8,7% e 9,3%, o que corresponde a aproximadamente US$ 750 milhões no ponto médio, cerca de 15% acima do EBIT ajustado registrado em 2025.
A companhia também projeta fluxo de caixa livre ajustado de pelo menos US$ 200 milhões no ano. No médio prazo, a meta é converter cerca de 50% do EBITDA em fluxo de caixa livre.
Resultados recordes em 2025
As projeções para este ano vêm após a companhia registrar resultados históricos em 2025. A receita totalizou R$ 41,9 bilhões, crescimento de 18% em relação ao ano anterior e o maior nível anual já alcançado pela fabricante brasileira.
O desempenho foi impulsionado principalmente pelos segmentos de aviação executiva e defesa e segurança, que registraram crescimento anual de 24% e 36%, respectivamente.
O EBIT ajustado atingiu R$ 3,6 bilhões no ano, com margem de 8,6%. No quarto trimestre, o indicador somou R$ 1,2 bilhão, com margem de 8,7%.
O fluxo de caixa livre ajustado foi de R$ 2,3 bilhões em 2025, favorecido pelo aumento das entregas de aeronaves. A empresa encerrou o ano com posição de caixa líquida de R$ 601 milhões.
Entregas e carteira de pedidos
Ao todo, a Embraer entregou 244 aeronaves em 2025, alta de 18% em relação às 206 unidades entregues em 2024. O total inclui 78 jatos comerciais, 155 jatos executivos e 11 aeronaves no segmento de defesa e segurança.
A carteira de pedidos firmes atingiu US$ 31,6 bilhões no quarto trimestre de 2025, um recorde histórico e mais de 20% superior ao registrado um ano antes.
O crescimento foi puxado principalmente pela aviação comercial, cuja carteira avançou 42% na comparação anual, impulsionada pela demanda pelas aeronaves das plataformas E175 e E2.
Além do backlog confirmado, a empresa possui cerca de US$ 20 bilhões em opções de compra detidas por clientes, que ainda não estão incluídas na carteira, mas representam potencial adicional de crescimento.
Expansão da produção
A fabricante também trabalha para ampliar gradualmente a capacidade de produção. O objetivo é ultrapassar a marca de 100 aeronaves comerciais entregues por ano a partir de 2027, dependendo da evolução da cadeia global de suprimentos.
Executivos da empresa afirmaram em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (6) que a cadeia de fornecedores ainda apresenta alguns gargalos, mas já mostra melhora em relação aos anos anteriores. A expectativa é que o ambiente continue evoluindo ao longo de 2026
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