A noite continua sendo o período de maior risco para o transporte de cargas no Brasil. Em 2025, 30,7% dos prejuízos com roubo de cargas ocorreram nesse intervalo, segundo relatório da nstech, empresa de software para supply chain.
O estudo mostra, porém, que o risco vem se espalhando ao longo do dia. Enquanto a madrugada registrou queda de participação — de 28,4% em 2024 para 24,1% em 2025 — as ocorrências pela manhã cresceram, passando de 19,7% para 22,4%. Na prática, a diferença entre os períodos ficou menor, indicando que as quadrilhas passaram a atuar também em horários de maior circulação de caminhões.
Além do recorte por horário, o levantamento aponta mudanças no mapa do crime. A participação da região Sudeste nos prejuízos caiu de 83,2% em 2024 para 68,1% em 2025, embora a região ainda concentre a maior parte das ocorrências. O Nordeste aparece na sequência, com 12,8%, enquanto o Norte teve o avanço mais expressivo, saltando de 0,9% para 11,2%.
Entre as cargas mais visadas estão produtos fracionados e alimentos, seguidos por eletrônicos e medicamentos, indicando uma mudança no foco das quadrilhas para mercadorias essenciais e de maior valor agregado.
O levantamento também aponta que as rodovias BR-101 e BR-116 seguem como os principais corredores de risco para o transporte rodoviário de cargas no país.
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