Parlamentares de Santa Catarina reagiram com indignação ao plano de investimentos apresentado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para o trecho norte da BR-101. A proposta prevê R$ 2,19 bilhões ao longo de 22 anos, valor considerado muito abaixo das necessidades apontadas pela bancada catarinense, que estimava aportes próximos de R$ 13 bilhões.
A principal crítica é que o montante não contempla as 192 obras consideradas prioritárias pelo estado. Segundo o Fórum Parlamentar Catarinense, a ANTT apresentou estimativas para apenas 79 intervenções, deixando mais de cem pedidos sem detalhamento. Entre as demandas estão viadutos, terceiras faixas e a ampliação de 113 quilômetros de pistas adicionais, sobretudo entre Porto Belo e Penha, onde o tráfego intenso provoca congestionamentos frequentes e eleva o risco de acidentes.
A rodovia é estratégica para a logística do Sul do país. A BR-101 conecta Santa Catarina ao Paraná e ao Rio Grande do Sul, escoando produção industrial, agrícola e cargas destinadas aos portos da região. Também integra corredores de exportação e o fluxo de caminhões de longa distância que abastecem o mercado interno. Para a indústria catarinense, investimentos insuficientes podem comprometer a competitividade e gerar gargalos logísticos nos próximos anos.
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