O aumento do preço do café no varejo, acima de R$ 60 o quilo, quase o dobro do registrado no ano passado, elevou o risco no transporte do produto, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) e do IBGE, que registrou elevação contínua por 18 meses.
Gangues especializadas têm atuado entre fábricas e pontos de venda, com prisões recentes em Minas Gerais, Pernambuco e Ceará. Para mitigar perdas, transportadoras têm adotado medidas como alteração de horários, limite de tempo na descarga e postos avançados nas fábricas, explica Diogo de Oliveira, fundador e CEO do DL4 Group, com sede em Curitiba.
“Transportar café é como carregar dinheiro vivo. Um mini furgão completo pode ter carga de R$ 30 mil”, compara Oliveira. A DL4 implementou rastreamento detalhado (SSW), priorizou motoristas locais e reduziu volumes em rotas de risco. Hoje, com frota diária de 50 a 60 veículos, o índice de ocorrências é de apenas 0,03%, praticamente zerando furtos.
Fundada em 2014, a empresa expandiu para o Rio de Janeiro e alcançou faturamento mensal superior a R$ 1 milhão em 2025, aplicando as mesmas estratégias em outros produtos de alto valor.
Fique por dentro de todas as novidades do setor de transporte de carga e logística:
Siga o canal da Transporte Moderno no WhatsApp
Acompanhe nossas redes sociais: LinkedIn, Instagram e Facebook
Inscreva-se no canal do Videocast Transporte Moderno



