Anac intensifica fiscalização do transporte aéreo no Rio de Janeiro

Operação Voe Seguro abordou 43 aeronaves em nove aeródromos fluminenses e resultou na interdição de helicóptero e suspensão de piloto por irregularidades operacionais

Redação

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realizou, entre os dias 19 e 20 de fevereiro, uma nova etapa da operação Voe Seguro, voltada ao combate ao transporte aéreo clandestino no estado do Rio de Janeiro. A ação fiscalizou 43 aeronaves e 47 tripulantes em nove aeroportos e helipontos, com foco em operações privadas e serviços aéreos especializados.

Durante a operação, foram aplicadas duas medidas cautelares — a interdição de uma aeronave e a suspensão das habilitações de um piloto — além da identificação de oito indícios de transporte aéreo clandestino (Taca) e irregularidades documentais envolvendo operadores aéreos.

A fiscalização mobilizou dez inspetores da agência, que atuaram simultaneamente em diferentes aeródromos para evitar tentativas de evasão durante as inspeções.

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Helicóptero é interditado

Uma das ocorrências resultou na interdição de um helicóptero após a constatação da realização de voo panorâmico sem autorização. A abordagem ocorreu no Aeroporto de Jacarepaguá, após o desembarque de três passageiros e enquanto outros quatro aguardavam embarque.

Segundo a Anac, a aeronave era privada e não possuía certificação para prestação de serviços aéreos remunerados.

“O transporte aéreo clandestino é crime, e tanto a empresa quanto o piloto podem ser responsabilizados pela prática irregular. A Anac, em conjunto com outros órgãos públicos, seguirá intensificando as ações de fiscalização e conscientização em todo o país para garantir a segurança do transporte aéreo no Brasil”, afirma Joicy Góis, gerente técnica de Execução da Ação Fiscal da Anac.

Conscientização de passageiros

A operação integra a campanha nacional “Confiança não tem atalho. Voe Seguro!”, iniciada em dezembro de 2025, que busca alertar passageiros sobre os riscos da contratação de serviços não certificados.

De acordo com a agência, operadores clandestinos frequentemente atuam sem cumprir exigências mínimas de manutenção, qualificação de tripulação e cobertura securitária, atraindo clientes por preços inferiores aos praticados pelo mercado regular.

Como parte da iniciativa, a Anac disponibiliza a plataforma digital Voe Seguro, ferramenta gratuita que permite verificar se empresas e aeronaves estão devidamente autorizadas antes da contratação do serviço, por meio do Super App da agência ou do site oficial.

Atualmente, o Brasil conta com 146 empresas certificadas para operações de táxi-aéreo e 40 autorizadas a realizar voos panorâmicos, configurando o maior mercado da América Latina nesses segmentos da aviação civil.

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