A Azul S.A. anunciou a conclusão de seu processo de reestruturação financeira e saída do Chapter 11 da legislação norte-americana, encerrando um ciclo iniciado em 2025 com o objetivo de recompor sua estrutura de capital e reduzir o nível de endividamento.
O Chapter 11 é um instrumento da legislação de falências dos Estados Unidos que permite a empresas em dificuldade financeira reorganizar suas dívidas e continuar operando normalmente, sob supervisão judicial.
Com a homologação definitiva do plano pela Justiça dos Estados Unidos, a companhia aérea brasileira deixa o processo com balanço significativamente fortalecido, após receber US$ 850 milhões em novos investimentos em ações e reduzir aproximadamente US$ 2,5 bilhões em dívidas financeiras e obrigações de arrendamento de aeronaves.
A reestruturação contou com o apoio de credores, arrendadores e parceiros estratégicos da empresa, entre eles a AerCap, além das companhias aéreas United Airlines e American Airlines. A United participou do aporte com US$ 100 milhões, enquanto a American Airlines assumiu compromisso adicional de investimento de igual valor, ainda sujeito à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
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Segundo John Rodgerson, CEO da Azul, o encerramento do Chapter 11 representa um marco na trajetória da companhia. “Em menos de nove meses, concluímos uma reestruturação abrangente que fortaleceu significativamente nosso balanço e posicionou a Azul para a estabilidade de longo prazo”, afirmou o executivo.
Menor alavancagem da história
Com a conclusão do processo, a Azul passou a operar com alavancagem líquida proforma inferior a 2,5 vezes, além de reduzir em mais de 50% as despesas anuais com juros. A dívida de arrendamento de aeronaves foi reduzida em cerca de 36%, enquanto os custos de leasing caíram aproximadamente um terço, sem impacto na capacidade operacional.
Durante o período de reestruturação, a companhia manteve suas operações regulares, com cerca de 800 voos diários e índice de pontualidade de 85,1%. Em 2025, a Azul transportou 32 milhões de passageiros — o maior volume de sua história — operando uma frota de aproximadamente 175 aeronaves em mais de 130 cidades brasileiras.
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