Greve geral paralisa embarques de grãos na Argentina

Paralisação de 48 horas atingiu portos como Rosário e ocorre em meio à proposta de reforma trabalhista do governo Javier Milei

Redação

Os reflexos greve geral de 48 horas na Argentina, encerrada ontem (19), contra a proposta de reforma trabalhista do governo do presidente Javier Milei, podem ser constatados em diversos segmentos econômicos. Segundo a câmara de exportadores e processadores de grãos CIARA-CEC, a paralisação interrompeu embarques nos principais portos do país.

A Argentina é um dos maiores fornecedores globais de grãos e o maior exportador mundial de óleo e farelo de soja. O impacto da greve recai principalmente sobre o complexo portuário da região de Rosário, um dos maiores polos de exportação agrícola do mundo.

“A paralisação de 48 horas está claramente levando as atividades agroexportadoras a uma paralisação total”, afirmou Gustavo Idígoras, presidente da CIARA-CEC a agências de notícias internacionais. “Acreditamos que se trata de uma medida puramente política, distante de necessidades específicas”, acrescentou.

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Reforma trabalhista amplia tensão sindical

O projeto de reforma trabalhista defendido pelo governo Milei foi aprovado pela Câmara dos Deputados da Argentina no início da madrugada desta sexta-feira (20) e segue para o Senado para aprovação final.

A nova legislação prevê limitar o direito de greve, impor teto às indenizações por demissão, restringir pagamentos por afastamento médico e reduzir a possibilidade de ações judiciais trabalhistas. O projeto é uma das principais bandeiras econômicas da atual administração e enfrenta forte resistência sindical.

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