A logística está entre as áreas que mais avançaram na adoção de tecnologias digitais no Brasil. Dados da PINTEC Semestral indicam que 94,4% das empresas já possuem algum grau de digitalização na atividade logística, com uso crescente de sistemas de gestão, plataformas integradas e ferramentas de análise de dados aplicadas à operação.
A PINTEC Semestral é uma pesquisa empírica com periodicidade semestral, que envolve a coleta de dados junto a uma amostra de empresas com 100 ou mais pessoas ocupadas da indústria extrativa e de transformação sediadas no Brasil. O levantamento é realizado pela Associaação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O avanço ocorre em um contexto de transformação acelerada do setor, com impactos diretos em transporte, armazenagem, gestão de estoques e entregas de última milha, além de ganhos em visibilidade operacional e redução de custos.
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Roteirização e previsões operacionais
Dentro do movimento de digitalização, a inteligência artificial (IA) se consolida como uma das tecnologias mais utilizadas no setor logístico, ao apoiar processos como previsão de demanda, roteirização dinâmica, monitoramento de desempenho e tomada de decisão em tempo real.
“Entre as tecnologias mais presentes na logística atual estão IA e machine learning, usados para prever volumes e ajustar rotas; Internet das Coisas (IoT), que permite rastreamento e monitoramento de cargas em tempo real; automação e robótica em centros de distribuição; além de plataformas digitais que integram embarcadores, varejistas, transportadoras e entregadores em um único ambiente de dados”, diz André Mortari, CEO da LET’s.
Integração entre dados e sistemas
Segundo Mortari, o principal ganho ocorre quando a tecnologia é aplicada de forma integrada em toda a cadeia logística, conectando diferentes etapas do processo e reduzindo falhas operacionais que impactam custos.
“Quando IA e dados trabalham em conjunto desde o cadastro até a roteirização e a conciliação, eliminamos o atrito invisível que gera custo. Quando dá certo, a tecnologia desaparece para o usuário e aparece nas métricas do negócio. O maior ganho vem da integração entre dados, sistemas e pessoas. A logística inteligente conecta embarcador, transportador, loja e entregador e muda o patamar de produtividade e controle da operação”, afirma Mortari.
Plataformas unificadas
A tendência para os próximos anos é de aprofundamento desse modelo, com maior adoção de plataformas unificadas e expansão das soluções digitais para além dos grandes operadores logísticos.
A digitalização, antes concentrada em empresas de maior porte, vem se disseminando por redes de transporte, varejo e indústria, consolidando um novo padrão operacional baseado em dados, automação e inteligência aplicada à tomada de decisão.
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