O preço médio do frete rodoviário por quilômetro rodado começou 2026 em alta no país. Em janeiro, a média nacional ficou em R$ 7,61, avanço de 2,28% em relação a dezembro de 2025 e terceira elevação mensal consecutiva, segundo dados do Índice de Frete Rodoviário (IFR), calculado pela Edenred Repom.
O movimento reflete, principalmente, o aumento do ICMS que incide sobre os combustíveis. Apesar de a Petrobras ter anunciado em janeiro a redução do preço-base do diesel vendido às distribuidoras, o efeito tributário acabou neutralizando o impacto nas bombas, mantendo a pressão sobre os custos do transporte.
Dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) indicam que o diesel também ficou mais caro no mês. O tipo comum subiu 0,97% frente a dezembro, para R$ 6,25 por litro, enquanto o diesel S-10 avançou 0,80%, para R$ 6,27 em média. Como o combustível representa uma das principais parcelas do custo do transporte rodoviário, a variação tende a ser repassada ao valor do frete.
Outro fator de pressão foi a nova tabela do piso mínimo do frete, publicada em 20 de janeiro, com reajuste superior a 3% e mudanças na metodologia de cálculo dos valores mínimos. Como a atualização passou a valer apenas na segunda quinzena do mês, o impacto foi parcial em janeiro, mas deve se refletir de forma mais intensa nas próximas medições.
“O reajuste da tabela e as alterações na metodologia contribuem para sustentar o patamar do frete neste início de ano”, afirma Vinicios Fernandes, diretor da Edenred Repom.
O IFR é calculado com base em dados das cerca de 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio administradas pela empresa. A companhia atua há três décadas na gestão e no pagamento de despesas do transporte rodoviário de cargas.
Fique por dentro de todas as novidades do setor de transporte de carga e logística:
Siga o canal da Transporte Moderno no WhatsApp
Acompanhe nossas redes sociais: LinkedIn, Instagram e Facebook
Inscreva-se no canal do Videocast Transporte Moderno



