O preço médio do GNV (Gás Natural Veicular) registrou em janeiro a maior queda regional do país, com recuo de 3,59% no Sudeste na comparação com dezembro. O combustível foi comercializado, em média, a R$ 4,30 por metro cúbico, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento baseado nas transações realizadas em postos credenciados pela empresa.
A redução foi puxada principalmente pelos estados de São Paulo e Minas Gerais, que apresentaram as maiores quedas no mês. Em São Paulo, o preço médio do GNV caiu 9,43%, para R$ 3,94/m³, valor considerado o mais baixo do país. Já em Minas Gerais, a retração foi de 8,26%, com preço médio de R$ 4,22/m³.
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Rio de Janeiro registra alta e Espírito Santo mantém estabilidade
Enquanto São Paulo e Minas concentraram os recuos mais expressivos, o comportamento foi diferente nos demais estados do Sudeste. No Rio de Janeiro, o preço médio do GNV subiu 0,22% em janeiro, alcançando R$ 4,54/m³. No Espírito Santo, o combustível permaneceu estável, com média de R$ 4,26/m³.
Para a Edenred, o peso da frota usuária do combustível em São Paulo e Minas explica o impacto mais relevante na média regional.
“A redução do preço médio do GNV no Sudeste em janeiro foi mais intensa do que a observada em outras regiões e teve como principal motor os recuos registrados em São Paulo e Minas Gerais. Esses dois estados concentram grande parte da frota que utiliza o combustível, o que ajuda a explicar o impacto mais significativo no resultado regional”, afirma Renato Mascarenhas, diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade.
Transações em 21 mil postos credenciados
O IPTL consolida o comportamento dos preços a partir dos abastecimentos realizados em cerca de 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log. Segundo a empresa, o índice é construído com base em uma estrutura de análise de dados que considera o volume de transações e o comportamento real de consumo, a partir de uma base de mais de 1 milhão de veículos administrados.
A variação do GNV ocorre em um contexto de crescente atenção ao combustível como alternativa de menor custo para motoristas profissionais e frotas urbanas, especialmente em regiões com maior infraestrutura de abastecimento e conversão de veículos.
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