Quanto os acidentes com caminhões pesam no bolso do transporte de cargas?

Custos com paralisações, atrasos e manutenção emergencial ampliam impacto financeiro além do conserto do veículo, alerta executivo da TruckPag

Redação

Os acidentes nas rodovias brasileiras seguem impondo custos bilionários ao país e evidenciam fragilidades estruturais na operação do transporte rodoviário de cargas. Segundo o Painel CNT de Acidentes Rodoviários, os últimos dados divulgados em 2024 apontam o registro de 73.114 acidentes de trânsito nas estradas do país, com custo superior a R$ 16 bilhões. Caminhões participaram de cerca de 20% desses sinistros.

Para especialistas do setor, o cenário reflete uma combinação de fatores que vai além do comportamento no trânsito e inclui falhas recorrentes na manutenção e no planejamento das operações de transporte.

O impacto se estende tanto à segurança viária — com riscos para motoristas e passageiros — quanto ao orçamento de transportadoras e caminhoneiros autônomos, em um ambiente já pressionado por margens apertadas.

“Quando um caminhão se envolve em um acidente, o prejuízo vai muito além do conserto do veículo. Há um impacto humano importante, que atinge diretamente o motorista e demais envolvidos, além de custos com paralisação da operação, atrasos nas entregas, aumento do consumo de combustível e até impacto na renda do motorista”, afirma Marcus Manzano, diretor comercial da TruckPag, startup de meios de pagamento com soluções para frota pesada.

Falta de manutenção preventiva amplia riscos e pressiona custos

De acordo com Manzano, parte relevante desses problemas poderia ser mitigada com maior previsibilidade sobre a saúde do veículo e sobre os custos da operação. Na prática, a ausência de manutenção preventiva e o acompanhamento limitado do desempenho dos caminhões tendem a transformar falhas simples em problemas críticos.

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Itens como pneus desgastados, freios comprometidos e revisões adiadas aumentam significativamente o risco de acidentes e, ao mesmo tempo, elevam despesas emergenciais, que desorganizam o caixa das transportadoras e de motoristas autônomos.

“Manter o caminhão rodando de forma segura exige planejamento. Isso significa proteger quem está ao volante todos os dias, além de cuidar da operação. Quando a empresa ou o motorista consegue acompanhar despesas, programar manutenções e evitar gastos emergenciais, o impacto no orçamento é muito menor e a operação se torna mais sustentável. A previsibilidade financeira é tão importante quanto a segurança nas estradas”, diz o executivo.

Caminhão parado compromete renda

Outro efeito direto dos acidentes e das quebras recorrentes é o comprometimento do patrimônio e da capacidade de geração de renda no longo prazo. Para o motorista, a paralisação do caminhão por dias ou semanas representa perda imediata de faturamento e instabilidade financeira.

Além disso, custos indiretos como multas, reboque e contratação de serviços emergenciais podem ampliar significativamente o impacto econômico, principalmente em operações com baixa margem.

Na avaliação da TruckPag, o transporte de cargas exige que planejamento e gestão sejam tratados como fatores operacionais, com impacto direto na segurança e na sustentabilidade financeira da cadeia logística.

“Quando falamos em transporte de cargas, planejamento e gestão não são apenas questões administrativas, mas fatores que influenciam diretamente a segurança das pessoas envolvidas na operação e a saúde financeira de toda a cadeia logística. Investir em organização, controle e manutenção é uma forma de reduzir riscos, preservar o patrimônio e garantir que o caminhão continue gerando renda de forma eficiente”, conclui Marcus Manzano, diretor comercial da TruckPag.

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