Latam projeta expansão de capacidade de até 10% em 2026

A companhia aérea espera encerrar o ano com 410 aeronaves no grupo global, incluindo novas unidades de jatos Embraer, Airbus e Boeing

Aline Feltrin

O Latam Airlines Group projeta crescimento de 8% a 10% na capacidade em 2026 e espera encerrar o ano com 410 aeronaves no grupo global, incluindo novas unidades de jatos Embraer, Airbus e Boeing. A estratégia, divulgada durante coletiva de imprensa na noite da última terça-feira (3), reforça a expansão sustentável da companhia e o programa de fidelidade Latam Pass, responsável por 60% das receitas de passageiros do grupo.

No Brasil, a Latam encerrou 2025 com uma frota total de cerca de 160 aeronaves, sendo 72 jatos da Embraer, usados principalmente para rotas regionais e domésticas. Ao longo do ano passado, a companhia recebeu 26 novas aeronaves, o que elevou a capacidade no país em 12,2% e no grupo consolidado em 8,2%.

Durante 2025, o grupo transportou, em média, mais de 239 mil passageiros por dia, mantendo ocupação acima de 85%, com 85,3% no doméstico Brasil e cerca de 85% no internacional. No setor de carga, as afiliadas do grupo transportaram mais de 1 milhão de toneladas.

A frota da Latam combina Narrow Bodies, ideais para trajetos regionais e domésticos, com destaque para os jatos da Embraer, e Wide Bodies para voos de longo alcance, que em 2026 passarão a ter Wi-Fi em todos os aparelhos. O investimento na frota permitiu a abertura de 22 novas rotas no ano passado, sendo 15 internacionais, fortalecendo hubs estratégicos como Guarulhos, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre e Curitiba.

Receita de quase US$ 15 bi

Além da expansão física, a companhia manteve sua rentabilidade e consistência financeira. Em 2025, a Latam atingiu receita de quase US$ 15 bilhões, EBITDA de US$ 4,1 bilhões e lucro líquido de aproximadamente US$ 1,5 bilhão, gerando US$ 3,3 bilhões em caixa operacional. A companhia também investiu US$ 1,5 bilhão em crescimento e manutenção da frota e retornou capital aos acionistas por meio de recompras de ações e dividendos.

Para 2026, a projeção é de manutenção da rentabilidade com margem operacional entre 15% e 17% e geração de caixa de US$ 1,7 bilhão após investimentos, mantendo liquidez acima de US$ 5 bilhões e endividamento em níveis controlados, entre 1,4 e 1,5 vez.

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