Otimização de espaço dita as estratégias de armazenagem para 2026

Com vacância em mínimas históricas, sistemas FIFO e FEFO ganham protagonismo e prometem ampliar em até 30% a capacidade dos estoques

Redação

Após um ano de forte aquecimento, o mercado brasileiro de galpões logísticos entra em 2026 sob um cenário de maior equilíbrio entre oferta e demanda, mas com pressão contínua sobre a ocupação dos espaços. Em 2025, a taxa de vacância recuou para 7,3%, o menor patamar da série histórica, segundo levantamentos de consultorias como JLL e Cushman & Wakefield.

Para o próximo ciclo, os relatórios indicam manutenção da baixa disponibilidade, elevação gradual dos preços de locação e crescente foco na otimização dos layouts de armazenagem, impulsionados sobretudo pelo avanço do e-commerce e pela maior complexidade das cadeias de suprimentos.

As projeções para novos empreendimentos apontam para uma entrega mais moderada de estoques, concentrada em galpões de padrão elevado, integrados a soluções de automação, robótica e sistemas inteligentes. A lógica é ampliar a capacidade operacional e reduzir custos sem necessidade de expansão física das áreas construídas, em um contexto de terrenos mais escassos e caros nos principais eixos logísticos do País.

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Layouts inteligentes ganham espaço

Nesse ambiente, a eficiência do uso do espaço passa a ser decisiva para a competitividade das operações. Sistemas de armazenagem baseados nos conceitos FIFO (first in, first out) e FEFO (first expired, first out) ganham relevância por permitirem maior controle do fluxo de mercadorias, redução de perdas e melhor aproveitamento do volume disponível.

A Delta Industrial, empresa paranaense especializada em soluções metálicas para armazenagem, como porta-pallets, cantilever, flow racks e divisórias, avalia que essa tendência abre oportunidades tanto para operadores logísticos quanto para embarcadores. “O boom do setor exige estruturas que suportem automação e sistemas FIFO e FEFO, permitindo ganhos de até 30% na capacidade de estoque. Soluções personalizadas são ideais para centros de distribuição que buscam eficiência em um mercado com oferta restrita”, afirma Jocelito Ribeiro, diretor da Delta Industrial.

E-commerce pressiona a armazenagem

A expectativa é que 2026 consolide a logística como um diferencial competitivo para empresas de diferentes setores, com reflexos também no mercado financeiro. Analistas apontam os fundos imobiliários focados em galpões logísticos entre os destaques em retorno, justamente pela combinação de alta ocupação e contratos mais valorizados.

Do lado da demanda, o comércio eletrônico segue como principal vetor de pressão sobre os armazéns. Dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) indicam que 88% dos brasileiros conectados realizam compras online ao menos uma vez por mês, enquanto 59% afirmam a intenção de aumentar a frequência de compras nos próximos 12 meses. O movimento amplia o desafio dos gestores logísticos, que precisam lidar com maior giro de mercadorias, sortimento mais amplo e prazos cada vez mais curtos.

“A tendência é que o mercado de compras online continue pressionando os armazéns, e é fundamental que os gestores mantenham seus layouts de distribuição atualizados, com porta-pallets e flow racks de última geração e personalizados”, conclui Ribeiro.

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