A Geotab avalia que a gestão baseada em dados deve ocupar papel central no transporte de cargas em 2026, em um cenário marcado por custos elevados, maior demanda e competitividade crescente. A leitura da companhia é que a capacidade de transformar informações da frota em previsibilidade operacional, aliada ao uso mais amplo de inteligência artificial, tende a se tornar um diferencial decisivo para empresas que buscam eficiência e resiliência operacional.
Para Neil Cawse, fundador e CEO da Geotab, a evolução do setor passa pela forma como dados e inteligência artificial são incorporados ao cotidiano das operações. “Tratar a IA como um parceiro operacional, apoiado por dados confiáveis, é o que vai diferenciar as organizações que lideram o mercado das demais, em um ambiente cada vez mais complexo. Mudanças e rupturas nunca acontecem sem atrito, mas quem tende a sair na frente são as empresas que avançam apesar desse desconforto, adotando novas tecnologias e agindo com convicção”, afirma.
Previsibilidade operacional e manutenção preditiva ganham escala
Estudos internacionais reforçam essa tendência. Relatório da Deloitte indica que iniciativas de manutenção preditiva apoiadas por modelos analíticos já conseguem antecipar cerca de 92% dos problemas que afetam a disponibilidade dos veículos. O dado sinaliza o amadurecimento das abordagens analíticas na gestão de frotas, com impacto direto na redução de paradas não programadas e no aumento da previsibilidade operacional.
Na avaliação da Geotab, ao longo de 2026 a inteligência artificial deixará de ser aplicada de forma pontual e passará a integrar de maneira mais estruturada as rotinas de planejamento, operação e análise. O mesmo estudo da Deloitte mostra que 43% das organizações públicas analisadas globalmente já utilizam IA em atividades ligadas ao planejamento e à análise de sistemas de transporte, indicando a transição da tecnologia para usos mais recorrentes e estratégicos.
Leia mais:
Emplacamentos de caminhões caem em 2025 e Fenabrave projeta recuperação gradual em 2026
Inteligência artificial e combustíveis verdes devem transformar o transporte, aponta Deloitt
Transição energética e desafios no contexto brasileiro
Outro movimento relevante apontado pela Geotab é o avanço gradual da transição energética no transporte de cargas. O processo exige decisões mais criteriosas por parte dos gestores de frotas, uma vez que o custo total de propriedade segue como variável determinante para a viabilidade das operações. Dados reunidos pela Deloitte indicam que as baterias respondem hoje por cerca de 33% do valor total de um veículo elétrico, percentual que pode recuar para aproximadamente 19% até o fim da década, alterando as análises econômicas sobre eletrificação.
No Brasil, a incorporação dessas tendências ocorre em um ambiente ainda mais desafiador, marcado por custos elevados, infraestrutura desigual e condições operacionais heterogêneas. Para Eduardo Canicoba, vice-presidente da Geotab no país, o ponto central não está apenas em adotar novas tecnologias, mas em extrair valor consistente delas no dia a dia. “No Brasil, o transporte de cargas opera em um ambiente de custos elevados, infraestrutura desigual e condições operacionais variadas. Nesse cenário, a combinação entre telemetria, videotelemetria e inteligência artificial permite ampliar a previsibilidade das operações, reduzir riscos e custos, além de sustentar ganhos reais de eficiência”, afirma.
Nesse contexto, a gestão de frotas tende a lidar com uma diversidade maior de matrizes energéticas, combinando veículos elétricos, híbridos e à combustão, com diferentes ciclos de manutenção e padrões de uso. Para a Geotab, o diferencial competitivo em 2026 estará menos associado à adoção isolada de tecnologias e mais à capacidade de transformar grandes volumes de dados, gerados em tempo real, em decisões consistentes e aplicáveis à rotina operacional.
Fique por dentro de todas as novidades do setor de transporte de carga e logística:
Siga o canal da Transporte Moderno no WhatsApp
Acompanhe nossas redes sociais: LinkedIn, Instagram e Facebook
Inscreva-se no canal do Videocast Transporte ModernoEditar



