Complexo Viário do Alto Tietê terá investimento de R$ 1,2 bilhão e promete reduzir gargalos logísticos na região

Obra conecta municípios ao Trecho Leste do Rodoanel, reduz tempo de deslocamento em até 30 minutos e deve gerar cerca de 3 mil empregos

Redação

O Governo do Estado de São Paulo anunciou o início das obras do Complexo Viário do Alto Tietê, um dos principais projetos de infraestrutura rodoviária em implantação na Região Metropolitana. Com investimento de R$ 1,2 bilhão, o empreendimento tem como objetivo ampliar a capacidade de acesso dos municípios do Alto Tietê ao Trecho Leste do Rodoanel Mário Covas, reduzindo gargalos históricos, melhorando a fluidez do tráfego urbano e fortalecendo a logística regional.

O projeto é executado pela SPMAR, em convênio com as prefeituras de Suzano e Poá, e tem prazo estimado de conclusão de 24 meses, com possibilidade de entregas parciais ao longo da execução.

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“Terminamos 2025 entregando obras, justamente os primeiros quilômetros do Rodoanel Norte, e agora iniciamos o ano também no Rodoanel, no trecho leste. Essa obra foi iniciada em novembro do ano passado e, a partir de agora, vai ganhar tração. É fundamental não apenas para garantir a entrada e saída do Rodoanel, mas também para melhorar a mobilidade local e evitar gargalos nas cidades do Alto Tietê”, afirmou Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo.

Integração viária e ganhos logísticos

Concebido para resolver pontos críticos de congestionamento na divisa entre Suzano e Poá, o Complexo Viário do Alto Tietê prevê a implantação de uma marginal paralela à pista externa do Rodoanel, além da construção de viadutos sobre a Várzea do Tietê, com extensão total de 1,7 quilômetro. A proposta é redistribuir os fluxos de tráfego e eliminar conflitos viários que hoje comprometem a circulação de veículos leves e de carga.

“O objetivo é aumentar a segurança, melhorar a fluidez do trânsito urbano dos municípios da região e oferecer mais conforto aos motoristas. Os novos acessos ampliam a capilaridade logística ao permitir ligações diretas entre bairros, áreas industriais e o anel viário, reduzindo distância e tempo de deslocamento”, explicou Rafael Benini, secretário de Parcerias em Investimentos do Governo do Estado de São Paulo.

Em Suzano, o projeto inclui duas novas alças de acesso da Rodovia Henrique Eroles ao Rodoanel e um novo acesso com dois viadutos conectando o anel viário à Avenida Brasil, além da adequação das vias locais. Em Poá, estão previstos dois grandes viadutos de ligação ao Rodoanel e a remodelação completa da rotatória de acesso ao município, acompanhada de intervenções nas vias urbanas.

Uma das novas conexões permitirá o acesso direto entre a Avenida Fernando Rossi e a Estrada Governador Mário Covas, reduzindo para menos de cinco minutos o deslocamento até o centro de Poá.

Desenvolvimento regional e impacto econômico

Além dos ganhos operacionais e logísticos, o projeto tem forte viés de desenvolvimento regional. A expectativa é de geração de cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos ao longo da obra, além de arrecadação estimada em R$ 25 milhões em impostos para os municípios envolvidos.

Para o prefeito de Suzano, Pedro Ishi, o empreendimento representa um marco histórico para a região. “São mais de R$ 1 bilhão em investimentos e, para isso acontecer, é preciso coragem. O novo complexo traz benefícios concretos, como melhoria da qualidade de vida da população e mais facilidade de locomoção”, afirmou.

Na mesma linha, o prefeito de Poá, Saulo Souza, destacou o impacto estruturante da obra. “É um complexo que vai gerar emprego, renda, mobilidade e desenvolvimento. É o Alto Tietê em um novo patamar”, disse.

Segundo Almir Bittencourt, diretor da Concessionária SPMAR, o empreendimento segue o conceito de mobilidade fluida como vetor de competitividade regional. “O tempo perdido no trânsito tem um custo alto para as cidades, para as empresas e para a saúde da população. O novo complexo de alças surge como uma solução para reduzir gargalos logísticos e atrair desenvolvimento para toda a região do Alto Tietê”, afirmou.

Licenciamento ambiental e mitigação de impactos

O Complexo Viário do Alto Tietê conta com licenciamento dos órgãos ambientais competentes, incluindo a CETESB, e prevê um conjunto de medidas mitigadoras e compensatórias. Entre elas estão o desassoreamento do Córrego Itaim, do Rio Guaió e do Córrego da Chácara Bela Vista, a ampliação de travessias hídricas para mitigação de enchentes e a instalação de caixas de contenção de produtos perigosos ao longo do Rodoanel.

No horizonte de longo prazo, a expectativa é de redução da poluição atmosférica, uma vez que a melhoria do fluxo viário tende a diminuir congestionamentos, consumo de combustível e emissão de gases poluentes.

Com impacto direto sobre Suzano, Poá, Ferraz de Vasconcelos e Itaquaquecetuba, o projeto deve beneficiar cerca de 1,6 milhão de moradores do Alto Tietê, reforçando o papel do Rodoanel como eixo estruturante da mobilidade e da logística na Região Metropolitana de São Paulo.

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