Qualidade das rodovias brasileiras avança em 2025, aponta Pesquisa CNT

Levantamento registra aumento dos trechos bons e redução das vias ruins, com impacto direto na segurança e nos custos do transporte rodoviário

Redação

A qualidade das rodovias pavimentadas no Brasil apresentou melhora em 2025, segundo a Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). O estudo avaliou 114.197 quilômetros de estradas e mostrou que a proporção de trechos classificados como ótimos ou bons subiu para 37,9%, ante 33% em 2024. Já os segmentos considerados ruins ou péssimos recuaram de 26,6% para 19,1%. As rodovias avaliadas como regulares mantiveram participação próxima, em 43%.

A pesquisa também identificou redução dos pontos críticos — como buracos extensos, erosões e quedas de barreira — que passaram de 2.446 em 2024 para 2.144 em 2025. O levantamento analisou 22 variáveis relacionadas ao pavimento, à sinalização e à geometria das vias, com metodologia digital e uso de tecnologias de análise e inteligência artificial.

Leia mais:

Principais lideranças negam greve de caminhoneiros no próximo dia 4 de dezembro
Premiação Maiores do Transporte & Melhores do Transporte destaca líderes que movem a economia nacional
Transnordestina: a promessa é transformar a logística do Nordeste

Para o Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), a melhora reflete diretamente na segurança e na previsibilidade das operações. “Rodovia bem mantida reduz risco e custo. Quando a estrada não está em boas condições, o motorista sente antes de qualquer estatística”, afirma José Ronaldo Marques da Silva, presidente da entidade. O sindicato representa cerca de 5 mil trabalhadores envolvidos no transporte de veículos zero quilômetro.

O recorte por tipo de gestão mostra avanço tanto em rodovias concedidas quanto nas públicas. Nas concessões, os trechos classificados como ruins caíram de 1.609 quilômetros em 2024 para 618 quilômetros em 2025. Já nas rodovias sob gestão pública, houve redução de 23,3% nesse mesmo indicador. A CNT atribui o desempenho à ampliação das concessões e ao direcionamento mais eficiente de recursos na malha pública.

Apesar do avanço, o Sinaceg avalia que a extensão ainda elevada de rodovias em condição regular segue pressionando custos operacionais e elevando a exposição a riscos. Para Márcio Galdino, diretor regional da entidade, a conservação viária precisa ser tratada como política contínua. “Rodovia em boas condições não é exceção, é requisito básico para segurança, redução de acidentes, custos e atrasos”, afirma.

Leia mais:

Principais lideranças negam greve de caminhoneiros no próximo dia 4 de dezembro
Premiação Maiores do Transporte & Melhores do Transporte destaca líderes que movem a economia nacional
Transnordestina: a promessa é transformar a logística do Nordeste

Veja também