Movimentação de cargas em portos privados cresce 13,6%, diz ATP

O resultado reflete o avanço de diferentes perfis de carga nos terminais privados, segundo a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP)

Redação

A movimentação de cargas nos Terminais de Uso Privado (TUP) do Brasil alcançou 78,7 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 13,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo os dados mais atualizados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), consolidados pela Associação de Terminais Portuários Privados (ATP).

O resultado reflete o avanço de diferentes perfis de carga nos terminais privados. Os granéis sólidos responderam por 47,5 milhões de toneladas, com crescimento de 15,7% na comparação anual. Já os granéis líquidos somaram 23,1 milhões de toneladas, avanço de 16,7%. A carga conteinerizada também apresentou desempenho positivo, com aumento de 12%, totalizando 5,1 milhões de toneladas no mês.

O principal destaque de outubro foi o Porto Chibatão, localizado em Manaus (AM), que registrou crescimento de 322,6% na movimentação em relação a outubro de 2024. Associado da ATP, o terminal movimentou 725,5 mil toneladas no período, desempenho significativamente superior ao observado no ano anterior.

Segundo o Grupo Chibatão, o forte crescimento está diretamente ligado à normalização das condições hidrológicas na Região Norte. Em outubro de 2024, a operação portuária ainda sofria os efeitos de uma estiagem severa, que impôs restrições de calado, redução da capacidade operacional e a adoção de medidas contingenciais, como o uso do píer do Porto Chibatão em Itacoatiara (AM) como alternativa logística.

“Com a recuperação gradual dos níveis dos rios em 2025, foi possível restabelecer plenamente as operações regulares no complexo portuário, garantindo maior previsibilidade, aumento da capacidade de atracação e a retomada de fluxos que haviam sido parcialmente suspensos ou redirecionados”, informou o Grupo Chibatão, em nota. De acordo com a empresa, ajustes operacionais e a recomposição da base de cargas também contribuíram para o desempenho observado.

Terminais em avanço

Além do Porto Chibatão, outros terminais privados registraram avanços expressivos no mês. O Terminal Fronteira Norte apresentou crescimento de 285% na movimentação, enquanto o Terminal Portuário Graneleiro de Barcarena teve alta de 217,5%, reforçando o cenário positivo entre os terminais autorizados.

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Para o presidente da ATP, Murillo Barbosa, os números evidenciam a relevância dos TUP para o sistema portuário brasileiro e para a logística do comércio exterior. “O desempenho observado em outubro reforça o papel estratégico dos terminais privados na movimentação portuária nacional, especialmente pela capacidade de adaptação operacional e pela diversidade de perfis de carga atendidos”, afirmou. Segundo ele, o desempenho dos associados demonstra a contribuição da iniciativa privada para o fortalecimento da infraestrutura logística do país.

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