A imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre veículos importados pelos Estados Unidos, com vigência a partir de abril, acendeu um sinal de alerta para a indústria automotiva brasileira. O Sindipeças e a Abipeças, entidades que representam o setor de autopeças no Brasil, manifestaram preocupação com a decisão do governo norte-americano, que também afetará componentes automotivos.
De acordo com as entidades, algumas autopeças serão sobretaxadas semanas após a implementação da tarifa sobre veículos, e há possibilidade de ampliação da lista de produtos atingidos. As associações aguardam a divulgação completa do teor da medida para analisar detalhadamente seus impactos sobre a cadeia produtiva e as exportações brasileiras.
Os Estados Unidos são o segundo maior destino das exportações brasileiras de autopeças, ficando atrás apenas da Argentina. Em 2024, as exportações para o mercado norte-americano somaram US$ 1,37 bilhão, representando 17,5% do total, segundo dados do Sindipeças. Uma eventual queda nessas transações pode impactar a geração de empregos e o desempenho da indústria nacional.
A medida faz parte de uma estratégia mais ampla do governo dos Estados Unidos para proteger a indústria automotiva local. A nova tarifa se soma a outras iniciativas adotadas no governo Trump para incentivar a produção interna e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros.
Diante desse cenário, o Sindipeças reforça a necessidade de monitoramento constante das barreiras comerciais e defende a ampliação de acordos bilaterais para garantir a competitividade das autopeças brasileiras no mercado internacional.
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