Terminal Portuário de Vila Velha bate recorde de movimentação de contêineres

A forte exportação de café pelo estado do Espírito Santo e o aumento da importação de veículos contribuiram diretamente para os resultados do período

De janeiro a março de 2024, o Terminal Portuário de Vila Velha (TVV) teve o seu maior volume de movimentação de contêineres para um primeiro trimestre, somando 56,3 mil boxes, o que representa um crescimento de 63% se comparado ao mesmo período de 2023. Segundo Log-In, administradora do terminal, a forte exportação de café pelo estado do Espírito Santo, contribuiu diretamente para os resultados do período. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a exportação de café do Brasil no acumulado do mês de junho até a terceira semana, já superou o total exportado em junho completo de 2023.

Outro fator que impactou os resultados do TVV está relacionado ao aumento da importação de veículos elétricos em contêiner flat rack, serviço inédito no Brasil, ideal para grandes cargas, realizado em parceria entre o TVV e a Cosco, companhia chinesa.

Dados da Administração Geral da Alfândega da China mostram que o Brasil é o país que mais compra carros elétricos chineses no mundo, tornando-se o primeiro do ranking mundial em volume no acumulado de janeiro a abril de 2024, somando 88,32 mil unidades. No TVV, o cenário não é diferente. Somente em 2023, recebeu, ao todo, 44.600 veículos elétricos da China, em parceria com a Cosco. Além disso, foi reconhecido como um dos fornecedores destaque da empresa chinesa em 2023, tendo alcançado 25% de participação no volume de carros elétricos movimentados pela companhia.

Segundo o diretor de terminais da Log-In Logística Integrada, Gustavo Paixão, o Brasil vem alcançando aumentos de produção e negócios com novos mercados. “Este cenário instiga a discussão acerca da necessidade de novos investimentos e modernizações nos portos brasileiros, a fim de atender tamanha demanda.”

Na visão do executivo, maiores volumes transportados evidenciam a necessidade de melhores acessos aos portos (aquaviários e terrestres), estrutura de armazenagem, capacidade operacional e produtividade, inovação e tecnologia. “Com a vinda desses navios e novas rotas sendo criadas, observam-se importantes gargalos operacionais em diversos portos, com formação de filas, gerando atrasos nos navios”, finaliza.

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