Leilão de aeroportos garante arrecadação de R$ 3,3 bilhões

O grupo CCR, que administra rodovias pedagiadas no país, venceu a disputa pelo Bloco Sul e o Bloco Central e a operadora francesa Vinci Airports levou o Bloco Norte

O leilão de 22 aeroportos, divididos em três blocos – Sul, Central e Norte – na 6ª Rodada de Concessões Aeroportuárias da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), garantiu ao governo a arrecadação de R$ 3,3 bilhões, que deverá gerar R$ 6,1 bilhões de investimentos em 30 anos. Esse resultado representa uma vitória importante para o país, segundo avaliação do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

“A gente está celebrando a vitória da ousadia, do trabalho e da infraestrutura”, afirmou Freitas. Para o ministro, o país soube sair na frente ao manter os leilões para esta semana, enquanto outras nações suspenderam as negociações previstas. “Estou muito feliz de ver grupos importantes participando. Isso é o maior sinal de prestígio, sinal de confiança no nosso país.”

Entre as empresas participantes, a Companhia de Participações em Concessões do grupo CCR, que administra rodovias pedagiadas no país, venceu a disputa pelo Bloco Sul e o Bloco Central e a operadora francesa Vinci Airports levou o Bloco Norte.

Para o Bloco Sul, o lance da CCR foi de R$ 2,12 bilhões com ágio de 1.534%. O investimento a ser feito pela empresa está estimado em R$ 2,85 bilhões e a receita projetada para a concessão é de R$ 7,45 bilhões.

O bloco Sul reúne nove aeroportos localizados na região Sul do país que em 2019 movimentaram 12,4 milhões de passageiros. O principal ativo do bloco é o aeroporto de Curitiba (PR), em São José dos Pinhais, com movimentação anual de 6,56 milhões de passageiros, em 2019. Os demais aeroportos são Foz do Iguaçu (PR), Londrina (PR), Bacacheri (PR), Navegantes (SC), Joinville (SC), Pelotas (RS), Uruguaiana (RS) e Bagé (RS).

Para o Bloco Central, a proposta foi de R$ 754 milhões, com ágio de 9.156% sobre os valores de outorgas mínimas. O investimento a ser feito pela empresa é de R$ 1,8 bilhão ao longo de 30 anos de concessão e a receita projetada é de R$ 3,6 bilhões.

O Bloco Central é formado por seis aeroportos: Goiânia (GO), Palmas (TO), Teresina (PI), São Luís (MA), Imperatriz (MA) e Petrolina (PE), que em 2019 movimentaram 7,28 milhões de passageiros.

A CCR passa a ser responsável pela manutenção, exploração e ampliação dos 15 aeroportos pelo prazo de 30 anos. Juntos, esses aeroportos movimentaram 19,7 milhões de passageiros em 2019. “Estudamos muito esses projetos ao longo dos últimos anos e as propostas foram alinhadas com a nossa estratégia de crescimento qualificado e disciplina de capital. Essa mesma estratégia será adotada na agenda de investimentos que a companhia tem pela frente”, afirma Marco Cauduro, CEO do grupo CCR.

Com a conquista, a CCR passará a administrar um total de 19 aeroportos no Brasil e no exterior. O grupo já atua na gestão do aeroporto internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG); do aeroporto internacional de Quito, no Equador; do aeroporto internacional Juan Santamaria, na Costa Rica; e do aeroporto internacional de Curaçao, no Caribe. Além disso, a CCR está presente em nove dos principais aeroportos dos Estados Unidos, por meio da empresa prestadora de serviços aeroportuários TAS – Total Airport Services.

Para o Bloco Norte, o consórcio Vinci Airports ofereceu R$ 420 milhões de outorga, que representou ágio de 774,47% em relação ao valor inicialmente fixado pelo edital. No contrato de 30 anos de concessão está previsto os investimentos de R$ 1,48 bilhão e a estimativa de receita é de R$ 3,6 bilhões ao longo da concessão. Este bloco inclui sete aeroportos: Manaus (AM), Tabatinga (AM), Tefé (AM), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Cruzeiro do Sul (AC) e Boa Vista (RR).

Para o primeiro semestre de 2022, a sétima rodada de leilões aeroportuários terá mais 16 equipamentos, em novos três blocos. Entre eles, os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro. A estruturação dos projetos está em fase adiantada, segundo informou o ministro de infraestrutura. Na sequência, virão audiências públicas e análise do Tribunal de Contas da União (TCU).

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