Scania projeta crescimento de 15% do mercado de caminhões em 2021

A meta da empresa é recuperar a participação de mercado que perdeu em 2020 por não ter veículos no estoque durante a pandemia

A Scania está confiante na recuperação do mercado brasileiro, depois da inesperada pandemia da Covid-19 que impactou a economia de todo o mundo em 2020, e projeta crescimento de 15% do segmento de caminhões em 2021, o que resultará no emplacamento de 103 mil veículos.

“O ano de 2020 foi atípico, fora de toda a realidade que a gente podia esperar. Aprendemos, conseguimos superar os desafios e, mesmo diante de todas as adversidades, a Scania não perdeu o foco no cliente e no propósito de liderar a transição do sistema de transporte mais sustentável”, disse Roberto Barral, vice-presidente das operações comerciais da Scania no Brasil, durante coletiva de imprensa online.

A Scania fechou 2020 com 8.690 caminhões emplacados (na faixa acima de 16 toneladas – semipesados e pesados) e 19,6% de participação de mercado. Esse resultado representou queda de 31,4% em relação a 2019, quando vendeu 12.669 veículos no país e a participação foi de 24,5%. O fato de não trabalhar com estoque foi o que levou a empresa perder participação de mercado, segundo Silvio Munhoz, diretor de vendas de soluções da Scania no Brasil. “Entramos na pandemia sem veículos estocados na fábrica e na rede e com 2.000 pedidos em carteira. Paramos 40 dias a produção e a comercialização por não ter produtos e os concorrentes continuaram faturando seus caminhões. Com a diminuição do estoque até setembro, a Scania não teve tempo de recuperar o volume de vendas e faturamento e isso provocou a perda de participação do mercado em 2020”, esclareceu Munhoz.

Nos pesados, a Scania emplacou 8.712 caminhões, ante os 12.667 veículos de 2019, e a participação foi de 12,9%. A indústria vendeu 44.290 veículos, abaixo das 52.137 unidades comercializadas em 2019. Nos semipesados a empresa emplacou 22 caminhões no ano passado.

Perspectiva –

Em 2021, se não houver paralisação da fábrica, a Scania espera recuperar a participação de mercado que tinha em 2019. Barral afirmou que a empresa continua acreditando no Brasil e no segmento de transporte. Até confirmou o novo ciclo de investimentos de R$ 1,4 bilhão de 2021 até 2024, anunciado em 2019. Montante que será destinado para a modernização da fábrica de São Bernardo do Campo (SP), em novas tecnologias e nos projetos de combustíveis alternativos. Somando os R$ 2,6 bilhões investidos no período de 2016 a 2020 dá um total de R$ 4 bilhões aplicados pela companhia no Brasil.

Sobre o desempenho econômico do Brasil as perspectivas são positivas. “Fala-se no mercado em crescimento de 3% a 4% do PIB (Produto Interno Bruto) e vemos também o agronegócio, o setor ndustrial, de mineração e de construção civil sinalizando expansão”, pontuou Barral.

Mas para que isso seja consistente, além da vacina, a Scania espera o fim da crise sanitária global. “Para o Brasil esperamos algumas medidas essenciais, como as reformas tributária e administrativa, que irão reduzir o custo Brasil e trazer melhores condições de competividade e sustentabilidade para o setor de transporte. Esperamos também uma política ambiental clara para atrair mais investimentos ao país”, disse Barral.

Como estratégia para a melhoria continua da nova geração de caminhões, lançada em 2018, a Scania destaca entre as novidades para 2021 o acelerador inteligente, que passa a ser vendido pela rede de concessionários a partir deste mês para toda a linha. Com este componente, a economia de combustível dos novos caminhões subirá de 15% para 20%. 

Sobre os caminhões a gás, cujas entregas começaram em abril de 2020 e encerrou o ano com 70 unidades, a meta para 2021 é chegar a 200 veículos vendidos no país.

Na área de serviços, a fabricante crê em aumento de 38% nas vendas de programas de manutenção, além de comemorar a marca de 40 mil veículos conectados. 

A Scania também prevê aumento de 26% do portfólio (carteira de planos ativos) de Programas de Manutenção Scania (PMS) – objetivo de 22.600 unidades –, ter 46% dos caminhões novos comercializados com alguma modalidade de PMS inclusa, sendo deste total 70% com planos flexíveis, e que os veículos conectados cheguem a 50 mil (acréscimo de 30% sobre 2020).

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