VLI oferece nova alternativa para exportação de ferro gusa à China

Dois embarques já foram realizados no fim de agosto, totalizando quase 100 mil toneladas co m destinao ao mercado chinês

A VLI, companhia de soluções logísticas que opera terminais, ferrovias e portos, desenvolveu nova alternativa para exportação de ferro gusa. A rota une a operação ferroviária da VLI e o embarque portuário no Terminal de Produtos Siderúrgicos (TPS), em Vitória. Dois embarques já foram realizados no fim de agosto, totalizando quase 100 mil toneladas. O destino é o mercado chinês.

Na solução desenhada a carga é capturada em terminais ferroviários no interior de Minas Gerais e segue pela ferrovia até o litoral capixaba. O novo ponto de embarque permite o acesso de navios de grande porte (para o ferro gusa os embarques poderiam chegar a 70 mil toneladas), o que é fundamental para atendimento ao país asiático, que vem ganhando cada vez mais representatividade na compra do insumo brasileiro.

O objetivo da VLI é ampliar as opções portuárias para os clientes e aumentar o volume. “Seguimos com as operações no Porto de Paul (para navios de até 40 mil toneladas) e continuaremos trabalhando junto à Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) e outros parceiros para viabilizar também os embarques (top-off) por meio do Terminal de Capuaba e Cais Comercial. Dessa forma, a meta é aumentar nosso market share de 30% para pelo menos 50% nas exportações desse produto”, afirma Asley Ribeiro, gerente-geral comercial da VLI.

A solução criada é bem avaliada pela Kéntron, maior empresa brasileira na venda de ferro gusa e parceira da VLI. “É relevante para nós contarmos com alternativas para conectar a produção nacional e o mercado internacional. A rota desenvolvida gera um ganho de escala e acreditamos na perenidade do fluxo”, aponta Breno Faria, gerente de exportação da Kéntron.

A experiência da VLI em soluções logísticas customizadas e os ativos integrados, em especial, a conexão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) com a Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM) conferem à empresa eficiência no fluxo de insumos ao mercado externo e interno, além de auxiliar na movimentação de produtos da siderurgia.

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