Vendas de pneus de carga caem 19,2% no primeiro semestre

O volume atingiu 3,02 milhões de unidades nos primeiros seis meses do ano, ficando abaixo dos 3,73 milhões comercializados no mesmo período de 2019

As vendas de pneus de carga caíram 14,3% em junho 2020 em comparação com o mesmo mês de 2019. De 619 mil o volume diminuiu para 530,7 mil unidades. A Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip), atribui o resultado negativo à queda de 36,9% na demanda das montadoras (de 160,3 mil para 101,1 mil unidades), que tiveram de suspender as atividades no fim de março até o início de maio por causa da pandemia do coronavírus no país. Ao mercado de reposição as empresas repassaram 429,6 mil unidades, queda de 6,3%.
No acumulado de janeiro a junho de 2020 as fabricantes reduziram em 19,2% as vendas de pneus de veículos pesados, com o total de 3,02 milhões de unidades, ante os 3,73 milhões comercializados no primeiro semestre de 2019. Para o abastecimento das linhas de montagem as empresas enviaram 629 mil produtos, 31,8% a menos que nos seis meses de 2019, quando foram entregues 922,3 mil pneus. Para o mercado de reposição o volume declinou 15,12%, de 2,81 milhões para 2,38 milhões de unidades.
Incluindo todos os modelos de pneus (carga, automóveis, comerciais leves e motos) a indústria de pneumáticos registrou em junho queda de 31,1% nas vendas em comparação com igual mês de 2019, com 3,43 milhões de unidades. A Anip observa que, mesmo com a redução de 56,7% nas vendas para as montadoras (de 1,37 milhão para 595,8 mil) e a retração de 21,4% nas vendas ao mercado de reposição (de 3,61 milhões para 2,83 milhões), o setor teve uma recuperação de 35,6% nas vendas em comparação a maio, cujo volume atingiu 2,53 milhões de unidades).
Mas no acumulado de janeiro a junho as vendas tiveram declínio de 29,6%, com 20,52 milhões de unidades, ante os 29,16 milhões de pneus vendidos no mesmo período de 2019.
“Os dados mostram que ainda estamos distantes em relação à performance apresentada pelo setor em 2019. A recuperação ainda é um desafio e a atividade das montadoras continua sendo um fator importante mesmo com os bons números dos pneus de carga”, afirma Klaus Curt Müller, presidente executivo da Anip.
Nas transações internacionais, mesmo com a queda de 30,7% nas exportações (de US$ 579,2 milhões para US$ 401,5 milhões), o setor de pneumáticos registrou no acumulado de janeiro a junho superávit de US$ 81,28 milhões na balança comercial, resultado 35,6% inferior aos US$ 126,2 milhões registrados no primeiro semestre de 2019.
Em unidades, o setor fechou o acumulado de janeiro a junho com saldo negativo de 5,06 milhões de pneus, pelo fato de as exportações de 4,73 milhões (38% a menos que no mesmo período de 2019) terem ficado abaixo das importações, que totalizaram 9,79 milhões (11,4% a menos que no mesmo período do ano anterior).

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