Pesquisa indica pessimismo em relação ao cenário de investimentos

Em meio a um cenário pessimista, cabe aos governos municipais aproveitar melhor o potencial para investimentos privados em infraestrutura, aponta Abdib

O Barômetro da Infraestrutura Brasileira é uma sondagem semestral realizada pela Associação Brasileira da Infraestrutura (Abdib) e EY de forma digital que captura a opinião de gestores de investimentos e especialistas do setor. A sua terceira edição, publicada no início de junho, mostra que o panorama para investimento em infraestrutura no Brasil teve uma piora significativa, em virtude da pandemia do coronavírus.

Na avaliação da entidade, as prefeituras precisam recuperar o tempo perdido e aproveitar mais o potencial para investimentos privados em infraestrutura urbana e social por meio de concessões e parcerias público-privadas (PPP). “Está na esfera municipal o poder de conceder serviços de saneamento básico, resíduos sólidos, mobilidade urbana e iluminação pública, entre outras áreas de cunho social. Há muitos desafios locais, como a carência de equipes qualificadas, poucos recursos para contratação de serviços especializados e escala menor quando projetos são apresentados isoladamente. São obstáculos superáveis pela padronização de etapas de estruturação, agrupamento de municípios e aproveitamento de instituições de fomento para estruturar projetos”, pontua a pesquisa.

As expectativas em relação ao crescimento econômico, geração de empregos e reformas estruturantes estão baixas. Há percepção mais pessimista com o cenário para investimentos. De acordo com a entidade, a pandemia gerou a necessidade de promover reequilíbrios econômico-financeiros nos contratos de concessão. O governo federal precisará conduzir um movimento articulado, envolvendo órgãos reguladores e de controle, para que essa onda de ajustes seja concluída. As receitas das concessionárias foram deprimidas por queda na demanda e aumento da inadimplência.

Segundo a entidade, os empresários esperam oportunidades nas áreas de água e esgoto, sendo que o saneamento básico é o setor que lidera as perspectivas de investimento para os próximos três anos. No Congresso Nacional, há uma terceira tentativa nos últimos três anos de aprovar a reforma regulatória setorial.

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